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Cá estou a fazer uma lista de resoluções de ano novo. Um grande momento para querer ser melhor. There we go, practical and fast.
a) Aprender a dirigir. Sim, ja tive carta e, não, não sei dirigir. E nunca se sabe quando o Planalto vai me chamar e… ja viu.
b) Avisar do mau humor antes de viajar com alguém. Eu sou capaz de passar 24 horas com uma pessoa. Não mais que isso.
c) Conseguir um salário melhor. Porque eu mereço, tipo isso.
d) Não dar satisfação a quem eu não preciso. Sim, demorei 25 para sacar isso.
e) Conhecer Lisboa. Me prometeram, então eu quero.
Em 2013 volto aqui pra saber como foi meu desempenho.
Tem gente que passa.
Aí, eu achei que tinha passado, que tava mais que bom e que deu o que tinha que dar. Aí ele veio.
E eu retiro tudo o que disse acima.
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Amo sites que mostram o tempo. Não previsão do tempo no weather.com ou climatempo.com.br. Tem que ser igual ao Gmail, que muda a paisagem de acordo com o tempo lá fora. Pra quem trabalha numa sala sem janela no meio do que se chama “prédio industrial”, é uma forma de saber se chove lá fora.
Aí, o wordpress tá nevando. E eu queria estar na neve.
Filed under: Filminhos, I love it, Jornalismo | Tags: argentina, Cásper, cineme, curtas, entrevista, filme, Gustavo Taretto, Medianeras, prêmio
A Argentina firmou sua cinematografia nos últimos anos com trabalhos de muita qualidade e estilo próprio – não é comparável a qualquer outro latino e com diferenças entre si. E nem só de Martel, Campanella e Trapero vive o cinema do país.
Em 2011 a Argentina ganha um novo diretor de longas-metragens, Gustavo Taretto, que chega com “Medianeras” (ganhador de prêmios em Gramado e Festival de Berlin deste ano), que estreia neste fim de semana em São Paulo.
Antes de “Medianeras”, Taretto teve uma pequena, mas belíssima produção de curtas-metragens, que ganharam mostra especial no Festival Internacional de Curtas de 2008. Um ano antes, “Hoy No Estoy” abriu o mesmo festival e a diretora Zita Carvalhosa afirmou que ele era uma das grandes apostas do cinema latino.
A produção de Taretto é centrada em sua cidade, Buenos Aires, matéria prima para a poesia visual. Seus filmes falam também de problemas como solidão, falta de comunicação e encontros. Conhece relações humanas? Então, é sobre isso mesmo. E sobre essa produção de curtas, que levou a “Medianeras”, o longa, é que falei com diretor em 2008, quando a houve a retrospectiva em São Paulo e quando ainda era uma aprendiz de jornalista.
A solidão é um tema recorrente em seus filmes, junto com a cidade. Você sente a solidão urbana?
Eu acho que o tema é a cidade, e que a solidão é um mal cidades modernas. Talvez um dos mais cruéis, porque revela, como poucos, a incapacidade de se relacionar com os medos, neuroses. E a solidão mais trágica quando você está rodeado por tantas pessoas.
A vida moderna nos isola apesar de tudo ser feito para facilitar nossas atividades. Estou impressionado com essas questões e, talvez, encontrar algumas respostas fazendo esses curtas-metragens.
Por fim, como cineasta, me sinto fortemente seduzido pela observação. Sou naturalmente calmo e muito distraído nos caminhos da mente e isso me faz lidar muito bem com minha solidão.
Você sempre viveu em Buenos Aires? Como é sua relação com a cidade?
Buenos Aires me desperta grande curiosidade, principalmente depois de conhecer outras, mais ordenadas, mais previsíveis e mais bonitas.
Eu amo minha cidade, provavelmente porque eu a sinto como ela é. Depois de tantos anos convivência, começo a entendê-la e aceitá-la.
O caos é desgastante, mas muito estimulante. Você não pode baixar a guarda em Buenos Aires, não pode ter apenas um plano A. Isso mantém todos os sentidos bem alerta. E acho que por isso há tanta criatividade nesta cidade.
Em seus filmes, encontros são sempre acidentais. Por quê?
Prefiro pensar que é por acaso. E gosto de pensar que tomamos uma série de decisões diárias que nos levam ao lugar em que devemos estar e quando devemos estar.
Como faz para encontra poesia na cidade?
Nem mesmo sei faço isso. É meu ponto de vista e prefiro não racionalizá-lo.
Você fez o seu primeiro curta-metragem durante a crise econômica e política na Argentina. Como a crise tem influenciado a sua produção?
A crise é mais um limite. Para alguns criadores, são importantes e até mesmo emocionantes. No meio da crise, no momento de maior desestabilidade do país, é quando se passa meu primeiro curta-metragem [Las Insoladas, 2002]. Duas atrizes em uma laje, de 25 minutos. Custo de mil pesos. Uma cifra absurda para um curta-metragem.
Você já produziu campanhas publicitárias. Qual é a sua relação com a publicidade de hoje?
A publicidade me deu algumas lições que fazem parte do processo. Especialmente com a idéia de trabalho em equipe, de adicionar pessoas que acabam por enriquecer o filme. De resto, acho que é muito diferente e para outros fins. Quanto aos objetivos [da publicidade], os curtas não atingem nenhum.
A produção cinematográfica na Argentina é um dos mais importantes da América Latina hoje. Como você vê a produção no seu país? O que é bom e ruim?
A boa notícia é que existem muitos filmes. Em 2007, estrearam pouco mais de noventa. E a produção é heterogênea, o que também é muito bom. Não há muitos obstáculos para produzir, temos uma enorme força para isso nas condições que sejam. O problema é que nosso filme não se conecta com o público, que geralmente não dá retorno.
Aqui no Brasil, há sempre a expectativa de que um cineasta para começar a fazer curtas-metragens e em seguida, fazer longas-metragens. Você pretende mudar o formato de sua produção?
Meu mundo ideal seria fazer um longa-metragem, no ano seguinte um curta, no outro um longa, no outro um curta e assim até que se esgotem as ideias.
Você estudou cinema? Qual é sua formação?
Onde me formei realmente foi na oficina de José Martinez Suarez, agora Diretor do Festival de Cinema de Mar del Plata. Eu o visitei uma vez por semana durante 6 anos consecutivos. Apesar de já não ser mais seu assistente, seu espírito influencia meu trabalho diariamente.
Medianeras está em cartaz aqui.
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Quando nem o brigadeiro dá jeito, só resta assumir que se sente saudade, medo, ciúmes e uma vontade (quase) incontrolável de ir embora, que só é menor que o desânimo para encarar o mundo.
Aí, eu fico.
You never do whaterver commom people do!
Bom, nesta semana, com todo mundo sabe, o Pulp voltou aos palcos, liderado por Jarvis Cocker. Para saber mais, corre lá no Move That Jukebox!
E aqui, uma entrevistinha curiosa com Jarvis, respondendo perguntas dos leitores da NME feitas pelo Twitter. Temas variados, como “de qual trabalho você mais se orgulha?” até “como ter uma barba como a sua?”.
Em 2009, os californianos da banda The Dodos fizeram o disco que eu mais ouvi naquele ano. “Visiter” é incrível da primeira à última música e proporciona integralmente o clima “vamos cantar junto”, ou pelo menos batucar. Este foi o segundo disco da banda, que tinha sido também elogiada com “Beware of the Maniacs” (2006), sem esquecer do EP “Dodo Bird” (2005) — este último quando Meric Long, líder da banda, ainda assinava sozinho.
Já o terceiro, lançado em 2009, foi um fracasso. “Time to Die” é daqueles de serem esquecidos e… bola pra frente.
O descanso de 2010 foi para o grupo retomar o incrível som bem influenciado pelo folk, mas não se encaixando formalmente na categoria. No próximo dia 14 eles lançam “No Color”, que numa primeira audição poderia ser uma extensão de “Visiter” – o que é muito bom.
Sem grandes novidades sonoras, o grupo continua com seu violão, guitarrinha calma e outros instrumentos fervendo. Fazem bem o que se sabem e isso basta.
Aqui, “Don’t Stop”, que fecha o álbum.
“No Color” está em pré-venda nos formatos vinil, CD e digital no site da banda e pode ser ouvindo na íntegra no Hype Machine.








