Dia 16 estréia o filme do André Sturm, Bodas de Papel. Se você é sensível, prepare-se: a saída da sala é pesada, como se carregasse a maior dor do mundo. Só resta agarrar a mão de quem está ao lado e torcer para que ela nunca te deixe.
Se você está num dia triste, sofrendo por amor, não leia este post.
Não sei se pra todo mundo faz o mesmo sentido que pra mim. Se você é daqueles que vive menos, tem a vida medíocre dos que não amam, possivelmente não vai gostar do filme. Então, não leia este post.
É assim: Nina (Helena Ranaldi, linda como sempre, já que nunca passa dos 29) sai de São Paulo para administrar o hotel do avô em Candeias, uma pequena cidade do interior. Conhece Miguel, um arquiteto argentino, e os dois se apaixonam completamente. Aí o ritmo do filme fica meio lento, como toda história de amor.
Mas algo dá errado, como em toda história de amor séria. E talvez seja só o meu momento depressivo, mas parece que eu sentia a dor dela. Uma vontade de abraçá-la, de dizer que não passa. Porque não passa, se as pessoas dizem pra você “calma, você vai encontrar outra pessoa. Você jovem, bonita, tem a vida pela frente”, desculpe querida, é mentira.
Não há dia em que não pense, que não chore. Não há nada que não queira contar/dividir/mostrar a ele. E a Nina sabe disso.