Escravo da Rosa


umas palavrinhas sobre quem vai

4h58

escrevo

acabei de ver pela janela um mocinho correndo para atravessar a rua de casa (minha rua, av. Paulista). uma pena que tenha acordado de madrugada para ir embora.

um pouco antes, o tal mocinho ria da garota que fala comigo no despertador do celular. pode-se dizer que é um riso lindo, como o sorriso e a cara de sério, tentando convencer ou explicar uma coisa qualquer.

algumas loucuras dão graça à vida, e perder o avião é uma delas. a propósito, devo dizer: pai do moço, você é meu herói. obrigada por fechar a chave do carro no porta-malas. voltando as loucuras voluntárias, não cometi muitas, nem graves. mas lembrei que há poesia espalhada por aí, e ganhaste versos de Hilda, que é muita cousa.

levantou-se, vestiu-se e conseguiu abrir a porta (diz-se conseguiu porque era uma chave tetra, que eu pensei em esconder, e porque houve certa dificuldade em encaixá-la na porta). voltou.

voltou, em sua blusa listrada, numa variação do “guarda-roupas de Mônica”, com meio sorriso nos lábios. se tivesse que fazer um retrato das últimas semanas, seria esse (não que não lembre de alguns outros, mas que são impróprios para se colocar um blog de respeito). ganhei um beijo e foi embora. para talvez em setembro, ou não mais. ou muito mais. sei lá.

pela janela, vi um mocinho correndo para atravessar a rua de casa.

5h12