Escravo da Rosa


Frase do dia
31 Julho 2008, ---
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Ah, o primeiro dia de trabalho num lugar super legal, uma editora de livro. E lá, eu vou ajudar a editar um livro de verdade, com um escritor de verdade e uma editora sênior de verdade. E a empresa funciona super bem, blá blá blá… Talvez seja porque o livro que eu estou editando é do pai do dono da editora, um velhinho muito simpático com quem trabalho diretamente.

Enfim, mexendo numa pasta em que tem o começo do livro, achei o seguinte parágrafo:

“Pedro Machado escapou a dois naufrágios – o do matrimônio e o da nau que o conduzira como soldado à Índia”.

Pra quem já escapou de três…

Rapidinho porque eu tenho ainda um montão de trabalho.



Gil sai do governo.. Uma pena.

Acabei de ver a notícia da saída de Gilberto Gil do ministério da Cultura. Uma pena, eu acho. A cultura no Brasil passou por maus momentos nos anos 90 e nunca tinha se recuperado totalmente. Além disso, com tantos problemas mais sérios e urgentes, a pasta era mesmo negligenciada.

Pensando em cinema, o único terreno em que me arrisco, há muito tempo não se produzia tanto no país. Em 2007, 78 filmes foram para as salas, além de 61 prontos que não tinham sido exibidos até 31/12. Entraram (ou vão entrar) em cartaz nesse ano (alguns devem ficar parados, mas isso é outra questão). Os festivais só crescem: são mais de 132 em todo o Brasil e 85% são gratuitos. E algo deve ter sido feito em outras áreas, que eu não sei.

Ê, Gil… Depois de alguns Grammys e de um show na ONU para homenagear Sérgio Vieira de Melo ainda conseguiu ser ministro. Se bem que show na ONU é sussa pra quem faz sucesso no mundo todo.

De acordo com ainda com o Uol, Gil aumentou a verba da pasta em 100% e mais um monte de números. A redação do Escravo lembra que ele é a favor de licensas creative commons e que implantou os Pontos de Cultura. Sempre esteve presente onde era necessário e não deu escandalos. Agora, se você acha que capoeira na ONU é mais escandaloso que o mensalão, bem…

Enfim, há uma entrevista do Pedro Alexandre Sanches que foi publicada na Carta Capital há algum tempo. Se você também não lê a Carta, passou batido. A entrevista é ótima (daquelas que dá a impressão de ouvir a pessoa) e o tema é música, mais o disco novo. Tá enorme, mas vale muito a pena.



O trabalho enobrece? Vai nessa…
30 Julho 2008, ---
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Post parenteses de novo.

Acabei de chegar do Studio, onde vi Trio Esmeril fazendo afro sambas… Quando você acha que não dá pra ficar melhor, vem uns caras e fazem… Genial.

Aí, obviamente vou trabalhar, né… E dizem que o trabalho enobrece. A mim só dá cansaço, sono, indisposição e mau humor. Sem contar a dor nas costas. Ainda bem que vou trocar de trabalho.

Gente, tô podre.

ps: eu penso mais rápido que consigo digitar, aí ficam faltando umas palavras. liga não…

ah, sim.. Fábio, você não vai pra Pequim? Você não trabalha com jornalismo esportivo que sempre foi sua paixão, junto com a política? Então, meu filho, aproveita… Ou você acha que eu quero ficar aqui no Brasil trabalhando na av. Santo Amaro? Pelo menos eu to entendendo que você vai viajar, né?

gente, acabou. volto para a labuta.



Últimos dias de férias. Programe-se.

Ah, a Cásper tá quase me ligando pra eu voltar pra lá. As férias já vão deixando saudade (da Cásper, nem senti). Se você faz alguma outra facu, tá se sentindo assim também. Mas se você tem filhos, deve estar dando graças a Deus.

Enfim. Como tá acabando, se jogue, porque é só essa semana. Pensei numa programação que queria cumprir, mas não sei se poderei. Lá vai:

Hoje:
Cedo e Sentado! Trio Esmeril, que tem o Takara, Juca Boca e Gui Mendonça.
Serviço:
Cedo e Sentado – Studio Sp
Augusta, 591 (depois da Antonia de Queiros)
21h (20h30 se quiser a parte “sentado”)
Grátis. Só paga R$5 ou 6 na cerveja long neck (ó a lei seca!)
Se quiser esticar a balada, tem Druques, que é muito legal. Aí paga R$10 na lista (se já tiver lá dentro, nem precisa da lista).

Quarta-feira:
Cinema! Quarta é mais barato, então aproveita e assista O Escafandro e a Borboleta, se não viu ainda.
Dizem que o Batman é bom, mas eu não vi ainda. Você pode ver e me contar…
Reserva Cultural
16h40, 21h40
Av. Paulista, 900

Espaço Unibanco de Cinema
14h40, 17h, 19h20, 21h40
Augusta, 1475.

Quinta-feira:
O Studio SP virou a melhor balada de São Paulo. Eu queria ir todo dia… Hoje (quinta), tem Cérebro Eletrônico. Entrou na lista de dez melhores discos do ano até agora do Dago, estiveram no Altas Horas e entram na newsletter da revista Jungle Drums. Ah, a Jungle precisa de um editor. Currículos para mim.

E se você está com dinheiros para fazer muitas coisas, vá ver o Muse também. Dizem que a melhor performance ao vivo do mundo. Eu só gosto de uma música, mas valeria a pena se a meia-entrada não estivesse esgotada. Fonte segura: o próprio Ingresso Rápido me contou.

Serviço:
HSBC
R. Bragança Paulista, 1.281
Chácara Santo Antônio

Sexta-feira:
Acorda às 7h e vai pra aula do Maringoni, porque você já está estourando em faltas.

Depois eu falo do fim de semana.

ah, 36



Olha, o bebê tá chutando!
29 Julho 2008, ---
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Parenteses para um post comentário

Fui ao médico hoje pela manhã. Na sala de espera, uma velhinha muito simpática com o andador, as enfermeiras que a acompanhavam, uma mãe com a filha de uns 10 anos e um casal (ela grávida de mais ou menos 6 meses).

A grávida usava blusinha bem solta, mas que na barriga fica apertada mesmo. E aquele sorriso tranquilo, de quem pensa na vida. Todo mundo naquele silêncio, só a velhinha conversando comigo e com uma menininha. Aí, a grávida se ajeitou na cadeira e a enfermeira chamou a atenção: olha, o bebê tá chutando!

Acho que é a coisa mais fantástica que eu já vi. Eu olhava aquela barriga, e a mãe fazendo carinho… E dava pra ver os movimentos. Ela continuou passando a mão na barriga e o bebê foi acalmando, até parar.  Eu tô sem palavras para descrever a sensação e o quanto fiquei impressionada. Eu nunca tinha visto um bebê mexer… Foi uma catarse.

E para quem bem me conhece, sabe o quanto filhos são essenciais na minha vida. Mas isso não quer dizer que eu esteja planejando um bebê pelo menos para os próximos dois anos, ok?!



Nostalgia? Desencana… O mundo nunca foi melhor.

[Esse texto é totalmente contra os nostálgicos]

Ah… nunca fui nostálgica. Essas coisas de querer ter vivido nos anos 50, nos anos 40, anos 20, era paleolítca, nunca foi comigo. Sempre adorei o meu tempo, a música do meu tempo, as roupas do meu armário super atual e MTV hoje.

É incrível como a maioria das pessoas adora reclamar dos dias de hoje. “Hoje o mundo é muito mais violento”. Ah, é? Sabia que as ruivas eram queimadas vivas na idade média? Que os índios foram dizimados no Brasil? Se você me odeia, pode começar a campanha. Mas se você pensa em violência urbana, eu digo que já fui assaltada na rua. A minha mãe não era assaltada em Taió porque todo mundo se conhecia, então o cara que se atrevesse corria o sério risco de topar com a prima ou com a colega de classe. E a minha mãe ia ao cinema na matinê. Domingo às 15h é mais difícil mesmo.

Aí, tem aquela história das roupas. Menina quando vai ver filme de época sai do cinema querendo um espartilho. Só que aquele negócio quebrava as costelas das moças. Além dos vestidos serem qunetes e pesados pra caramba. Eu, claro, sou a favor da mini-saia e regatinha. Em nossa terra tropical, roupa demais é besteira.

E a música então? É mesmo ótimo ter como programa um concerto em que você vê assiste a tudo sentadinho. Ninguém se mexe, ninguém canta, ninguém pula. E ainda corrre o risco do tiozinho do seu lado dormir e roncar. E se a saudade é da época em que o Chico compunha muito, eu te digo que a canção de protesto naõ me faz falta, posto que se não fosse a ditadura, o Chico teria falado de outras coisas. E ainda teria aquele olhos…

Sem falar no avanço tecnologico… Ah, a música eletrônica, os prédios mais altos e mais lindos, os esportes. Há também a arte, a interação, a educação, a comunicação a distância, a diminuição das distâncias. Ver as pessoas em menos tempo (contagem regressiva: 40). “Eu não domino a tecnologia do sexo virtual”. É, tem coisas que a tecnologia não resolveu (ainda bem).

Falemos da medicina, que faz a gente viver mais. Cirurgias sem corte, as células-tronco, novos medicamentos, tratamentos. Há cerca de 50 anos atrás, não havia cura (nem diagnóstico, na verdade) para uma doença que meu pai tinha. Se não fosse o avanço tecnológico da medicina, ele teria morrido pelo menos uns 10 anos antes. Sem falar nas doenças como câncer, que não é mais necessariamente uma sentença de morte. A Europa perdeu 30% da sua população de uma vez por causa da peste. E trinta pessoas morrendo de dengue a gente chama de epidemia (não que a dengue seja desimportante, viu! tira a água parada do vaso da planta!)

A minha mãe, quando mudou para São Paulo, tinha que mandar cartas para o nono, porque a telefonia ainda não tenha chegado lá. Se acontecesse alguma coisa, ela demoraria horas para saber, até alguém chegar na cidade e conseguir ligar para ela. Se fosse durante o dia, era mais difícil, porque ela não estaria em casa para atender o telefone. E ontem um amigo me ligou da Itália depois de um show do REM. Celular é um negócio muito legal.

Tem até quem seja nostálgico de uma tal “época de ouro” da Cásper. Se o jornalismo lá era tão bom, porque o Marco Antônio virou dono de bar? E me digam, por favor, que uma aula do Marcelo Coelho mudou a vida de alguém, porque uma aula do professor de jornalismo cultural hoje me transformou. “Época de ouro”? Ó, sou mais a minha, com Luis Mauro, Heitor, Mônica, Ana, Zé Augusto e até o Maringoni…

Então, se você acha que nasceu na época errada, pode ficar tranquilo, porque o mundo nunca foi melhor. A gente nunca teve tanta educação, saúde, expectativa de vida. Socialmente, há possibilidade ascenção, coisa que nunca teve. A podridão na política sempre existiu, e agradeça por viver em tempos de democriacia, pelo menos aqui no Brasil. Pelo menos há investigação, e se você prestar atenção, vai saber que o Maluf é um p%#@ ladrão. E se ainda é tão ruim (porque o mundo não é bão mesmo), olhar pra trás não adianta. Se tiver a fim, abre a cabeça e tenta melhorar. Mas se você ainda acha que o mundo era melhor e prefere ficar reclamando, dizendo “onde esse mundo vai parar?”, talvez não esteja mesmo preparado pra viver o presente.



respondendo aos comentários
24 Julho 2008, ---
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Aê! Tem uns comentários nos post anteriores que eu gostaria de responder.

Fabio: Ei querido… as férias estão acabando e a gente nem foi comer aquela pizza, hein. E tô na correria aqui. Que coisa o Caio Tulio no Roda Viva, né. Sabe que pela primeira vez eu achei o programa ruim?! Porque não é possível que ninguém tenha falado nada sobre o caso Dantas, a não ser aquela perguntinha chinfrim do Carlos Edurado Lins. Sabe quando parece rabo preso, ou que ninguém quer comprar briga com ele? Fiquei com essa impressão, e aí dá aquele desanimo quanto ao jornalismo. Uma vez o Xico Sá me disse que as desilusões com o jornalismo acontecem uma vez por semana e mais seriamente uma vez por mês. Essa foi a do mês, viu.

Ah, a lei seca. Eu não dirijo, nunca dirigi (na verdade, quando o fiz bati o carro e dei o maior prejuízo em casa). Por isso as minhas baladas se concentram na Augusta. Dá pra voltar a pé, independente do estado…

E a contagem regressiva (hoje 41), tem a ver com esse post aqui. Ai, Fábio… Ele vai super voltar! To maior feliz. Ê!

Kaká: Êhhhhh, você foi a única que reparou na minha foto nova. Ou pelo menos comentou, porque eu acho que não dá pra não ver, né…

Zodi: A Nneka não deixou mais nenhum vídeo ser postado. Aí, a se ela não quer aparecer, a gente não fala dela, né… Fazer o quê.  Se eu baixar alguma coisa dela, coloco de novo…

E Mari, querida… que saudades, flor. A cerimônia do saquê foi assim: Os convidados da cerimônia vestiram uma roupa vermelha (por cima das que já usavam) e com um martelo de madeira quebraram a tampa do barril. O problema é que a cerimônia era muito séria. E ver o Danilo Miranda, presidente do Sesc, fazer aquilo foi demais. É compreensível que tenham feito isso, porque um dos homenageados é japonês, tem aquele negócio de mangá e tal… mas meeeeeu… enfim.

***

Há uma coisa em blogs que me intriga: porque as pessoas não participam? É que andei reparando nas estatíticas do escravo nos últimos dias. Médias de 70 pessoas acessando diariamente, e só umas 3 ou quatro pessoas discutem. Nessa semana tive o “dia mais agitado” (é essa a expressão que o wordpress utiliza), com 130 visitas. Ainda não dá pra pedir patrocínio, mas posso escrever qualquer coisa, inclusive essa bobabgenzinha.



HQ MIX – cadê o Jumbo?
24 Julho 2008, ---
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Acabei de chegar em casa, vinda do mico do ano.

Eu sei que o mundo ama os quadrinhos. Eu gosto de alguns, mas passam longe do posto de paixão da minha vida. Sei o nome de uma meia duzia de quadrinistas e achar foda, só a Aline e a Rê Bordosa (que não é muito da minha época, mas gosto dela).

Aí, tinha um post aí embaixo que foi apagado falando de um show no Sesc Pompéia que reuniria Jumbo Elektro e Cérebro Eletrônico. Tudo de bom, né… Peguei na agenda do Cérebro, dei uns telefonemas e carreguei gente comigo. Tirei a mini-saia do armário, coloquei o sorriso no rosto e vâmo lá. Só que:

O tal do evento não era um show do jumbo, nem aconteceu na choperia. Era a premiação de um negócio de quadrinhos. Aí, entra no palco Serginho Groismann e começa a apresentar o prêmio. E nessa história, o Jumbo e Cérebro entraram no palco juntos (já que há uma interção entre as bandas). E ficaram fazendo vinheta -  até a hora em que eu saí, pelo menos.

Sabe aquela hora em que você se pergunta o que tá fazendo ali?

A saber: não tenho nada contra o evento, que existe há pelo menos 20 anos, tem tradição e galera adora. Mas eu caí muito de paraquedas.



Aê! M. Takara lotando Studio SP

Hi everybody!

Falei ontem aqui (no post logo abaixo) que o Mauricio Takara ia tocar no Studio SP. E foi muito bom.

O combinado com o Studio era 21h. às 21h15 a fila era quilométrica, achei que não conseguiria entrar. Não foi nada grave. A fila deve ter ido até o Inferno (que perdeu o posto de casa mais legal de São Paulo) e todo mundo entrou.

Antes do show, musiquetas suaves, um clima bem bom. Teve uma troca de música que demorou uns segundos, e dava pra ouvir a casa inteira conversando. Nem sei se a galera percebeu. Aí, o show.

O show começou rápido, com platéia atenta. Takara tocou acompanhado por um percussionista e um baterista, que fizeram toda a diferença. Sim, a música é super cabeça, e ótima. A música dele não comporta gente cantando, o que dificulta um pouco a interação com público. Ou não, porque não fez falta nenhuma ontem. Na onda da diversificação de instrumentos, rolou até um trumpete pequeninho, coisa que nunca vi ou não reparei.

E se você foi no myspace dele e não foi ao show, se arrependa, porque ao vivo é muito melhor.

Ainda há uma chance. Outro projeto do Takara, além do Hurtmold, é o Trio Esmeril, que faz o Cedo e Sentado da próxima terça. Mas disso eu falo quando estiver mais perto.

ps: não tem mais cerveja de garrafa. uma pena.

contagem regressiva: 42.



M. Takara no Cedo e Sentado. Vai lá que é bom.

70 pessoas, oi.

Hoje é a primeira vez que vou ao projeto Cedo e Sentado do Studio SP. Todo mundo já foi e disse que é ótimo.

É assim: hoje tem M. Takara, o moço do Hurtmold, fazendo música cabeça e bem legal. Começa às 21h, é grátis e tem cerveja de garrafa. Acaba cedo, se você tem que pegar metrô. Para quem ainda não conheceu o Studio novo, aqui na Augusta, vale a visita. O lugar tá lindo, um arraso.

Aê, Ronaldo Evangelista, curador do projeto, mandou maior bem.

Numa terça-feira, você não vai achar nada melhor pra fazer. Bom para ir com os amigos, sozinho, com o namorado, com o chefe ou pra pegação (se você tá podendo, claro, porque eu…).

Uns beijos. Vejo vocês lá.