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I’m getting so tired of people always crossing my wires
Life’s just far too short for miscommunication.
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acordei atrasada – na verdade, enrolei na cama mesmo, com preguiça de levantar. quando finalmente bateu a coragem, levantei e liguei o rádio.
“aumento da temperatura hoje. repórter x para a mitsubishi fm.” dá pra ver o sol saindo.
aê! começo a me sentir melhor.
aí, começa essa musiquinha.
eu rezo pra ser o sinal de um dia bem humorado.
De uns tempos pra cá, comecei a prestar atenção ao número do post. Este é o 111. Quando for o 666, faço um videozinho caseiro bem trash. 111 tem algum significado especial?
***
Minha relação com a língua inglesa sempre foi boa. Como era de se esperar, minhas notas de speaking eram sempre 9,0 ou 10,0. De reading e writing 8,0 e de listening 7,0 (uma vez foi 6,5). E eu adorava as aulas de inglês dsde de sempre – é que estudei inglês desde os 7 anos e era um diferencial na escola, já que eu gabaritava todas as provas e os meus colegas tinham como amigo imaginário um cara chamado Tobe (trocadilho genial com o verbo To Be).
Quase fui fazer letras por conta disso. Inglês era uma das coisas que eu gostava muito e uma das poucas aulas na minha vida que não me encheu o saco. Ir pro inglês era uma coisa que eu fazia com prazer: adorava os textos, gostava um pouco da turma (depois gostava mais) e me sentia realmente aprendendo alguma coisa. Para se ter idéia, teve uma época e que eu fazia o ensino médio de manhã, técnico a tarde e inglês a noite. E papai nem me obrigava a ir pro Yázigi – foi lá que eu fiquei por 7 anos.
Só que a facul começou, minha vida mudou e achei que já era hora de parar o curso. Já tinha feito até o pós-avançado II, tava bom, né?! Só que faz pelo menos quatro anos que eu não uso inglês pra nada e acho que regredi uns bons anos de estudo.
Nesta semana, estou trocando vários emails com americanos. E me sentindo uma idiota, escrevendo mal pra caramba. Mas a maravilha da comunicação é que eles me entendem e me respondem – e eu tenho um pouco de dificuldade para entendê-los em tudo, mas tá rolando.
Uma palavrinha no dicionário aqui, um “understand by the context” alí e o mundo caminha. Mas já estou me sentindo mais segura depois de uma semana. In february I’ll be dreaming in english again, and it’s very nice pra xuxu, yeah, yeah, yeah…
E preciso aprender a falar com a batata na boca. Alguém tem aqueles cds “Aprenda Inglês em 23 dias”?
PS: Post copiado involuntariamente. Acho que ficou no meu inconsciente e quando vi, já tava fazendo algo parecido. But I know you don’t mind.
Nunca fui a pessoa mais apaixonada por poesia neste mundo. Gosto de Hilda Hilst e só. Ela traduz as urgências e dores e amores como ninguém. Sem dúvida, ela é mais legal que os outros. Perdeu feio para Vinícius, que dá nome este blog, na poesia e na vida. Ah, Hilda, o mundo é melhor porque você pasou por aqui.
Enfim, tem mais gente boa neste mundo. Neruda? Não li tudo – li quase nada, na verdade. Mas tem alguma coisa nele que me desperta simpatia. E por acaso, procurando um email sobre usabilidade (é sério), achei O Teu Riso numa mensagem de uma amiga muito querida, mas que anda bem sumida. Aline, que bizarra coincidência*, é uma das pessoas mais queridas que eu conheci na Cásper. Horas de conversa sobre tcc, banca, “não gosto mais do meu livro”, “meu estágio de merda”, e tudo o mais que há no mundo. E eu sinto a maior saudade daquele tempo e do scarpin lindo que ela usava…
Ando numa fase de saudades de tudo – até saudade de amanhã, como dizia Felipe Mortara, antes de viajar.
Ah, sim. O poema de Neruda
Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.
Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.
A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.
Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.
À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.
Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.
Ele era bem amigo de Vinícius mesmo.
*Bizarra coincidência II: ele odeia Adele, Chasing Pavements mais do que as outras. E bem essa começa a tocar agora.
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Ok, babe, você ganhou.
Pega a minha vida pra você. Você já se apropriou dos meus amigos, das minha atividades, dos meus espaços, músicas… Agora só falta pintar o cabelo e roubar meu RG pra embarcar no meu lugar. Anota aí a cor: Louro Claro Avermelhado Intenso, # 7744, Biocolor, Niasi. Não adianta achar uma cor parecida da Koleston, não é a mesma coisa.
Saiba o que eu como, pra ninguém perceber. Anota aí: De manhã: pão de forma VitaLight com linhaça e quinoa. Pode ser qualquer um da linha. Mais requeijão e queijo frescal magro. Chá de erva cidreira ou limão. Tudo sem açúcar.
Almoço: se tiver com pressa, vá ao Subway – to parando com McDonalds. Se tiver tempo, mas sem saco, procure um árabe. Se tiver os dois, almoce em casa e aí pode ser massa ou comida saldável. Arroz integral, sçlada de alface e rúcula, cenoura cozida no vapor, broto de feijão refogado no shoyu e peixe (alguns tipos) assados só com um pouquinho de sal e um tanto de azeite. A salada tmb se tempera assim, só sal e azeite. De sobremesa, procure ter sempre doce de leite, daqueles de fazenda.
Jantar: se você comeu no Ouro Preto a tarde, deve estar com menos fome. Se não, coloque uma pizza de vegetais no microondas e abra uma cerveja. Pode pedir uma pizza também ou colocar pão de queijo no forno. Se estiver deprê ou se sentindo sozinha, vá comer na Augusta, mas não chame ninguém. Talvez o seu vizinho.
ps: em dias felizes, faça strogonoff, sua especialidade daqui pra frente, e chame seu vizinho para almoçar com você, porque ele adora.
Outras observações:
Você precisa ser bagunceira e deixar seus livros e revistas na cama de casal que você não divide com ninguém. Quando tiver uma crise de riso em pé, bata com as mãos nas pernas e meio que se apoie nelas (um pouco a cima do joelho). Papai ria assim e peguei isso dele. Varie entre duas cores de esmalte: Gabriela e Paixão – sem elas, só Renda. As manicures também só podem ser duas, nada de ficar rodando salão por aí.
I don’t wanna be there when you hit the ground – Tem que gostar de Oasis também.
Crie uma coisa que é bem difícil: não tenha vergonha de dizer que não sabe, que não conhece, que não tem referencias. Quando eu tento fingir que sei sempre pago mico. E as pessoas não vão deixar de te amar por isso (se você conseguir delas o mesmo amor que eu, claro). As melhores te explicam sobre o que estão falando.
Preciso ir trabalhar. Depois te dou mais dicas.
Ah, sim. Entre quatro paredes, concentração total.
Arquivado em: Jornalismo | Tags: academia, on the radio, professores, regina spektor
Eu já quis ser professora quando era criança, depois o desejo passou, depois voltou, depois passou e quando cheguei ao ensino médio já tinha certeza absoluta que não faria isso nunca na minha vida. No 3° ano, as coisas mudaram e não virei professora por muito pouco, pode acreditar.
No primeiro ano da faculdade (ou seja, uns 4 meses depois) eu já nem cogitava a idéia. Dar aulas em Relações Públicas deve ser mesmo muito chato. Aí, fui trabalhar com professores… bem, minha idéia mudou outra vez.
A vontade de ser lecionar muitas vezes está ligada aos professores que você têm. Se você tem a sorte de topar com uns bons, tipo o Luis e o Coelho fica com medo de não dar conta. Mas aí, você vê que outros que são tããããão ruins, e sabe que faria melhor.
Assim como qualquer profissão, você tem que ter vocação para o que vai fazer. A diferença é que ser torneiro mecânico você pode aprender a técnica e tudo bem. Tem gente que não consegue (eu, por exemplo, nem com 20 anos de Senai), mas com o mínimo de coordenação motora dá pra aprender. Agora, professor, você até aprende a ser, mas se não tá na veia você nunca vai ser realmente bom. Ou talvez até se aprenda, mas a maioria dos docentes tem preguiça (assim como os alunos?).
Tem algumas disciplinas que eu tenho vontade de lecionar, mas precisaria de muito preparo pra isso. Um bom começo seria virar pesquisadora, mas pra quem nem sabe mais o que será do próprio tcc, este parece um mundo distante.
Por enquanto, faço a minha parte na academia tentando participar das aulas que mais me interessam… Se alguém tiver algum texto genial sobre convergência, pode mandar. Tenho prova disso na próxima semana.
Eu sempre destrui meus tênis. Quando estudava no Adventista, ele tinha que ser azul (exigência da escola), o que deixava a empregada mais feliz, porque eu sujava-os todos e, sendo escuros, não precisraiam ser lavados três vezes por semana.
Hoje, uso um All Star gelo. E por mais que eu limpe, ele está sempre manchado… Antes era de terra, de brincar de pega-pega na rua, e hoje de cerveja que caiu na balada.
E eu lembrei de quando a lu foi morar nos Estados Unidos, que ela disse que colocava os K-Swiss na máquina de lavar roupas. Eu queria poder colocar meus tênis no tanquinho.
Nunca teria um K-Swiss, são muito feios. É que você ainda nem viram minhas meias vermelhas.
Eu erro todo dia, o dia todo. Erro no trabalho do Carlos Costa, erro o ponto da massa cozinhando (sempre fica mole demais). Erro na combinação das roupas e na temperatura lá fora – é incrível como eu passo frio e calor por escolher as roupas erradas.
Erro quando decido as minhas festas, sempre teve algo imperdível e eu tava em outro lugar. Erro nas escolhas mais simples, como em que sapato usar para ir à mesma balada errada. Erro ao me comportar tal como sou, e erro mais quando tento fingir que não sou.
Erro nos meus planos, quando eles existem. Na verdade, é errado fazer planos e é errado não tê-los. E meu maior erro é colocar alguém nesses planos – seja curto ou longo prazo.
E eu erro muito no que falo. E se falo não devia, e se calo, é porque não dialogo. Erro ao falar demais, erro ao não dizer tudo o que eu queria. Erro na escolha das palavras, das risadas e dos olhares. Só posso ter errado, porque nada foi entendido. Eu erro na minha preocupação demasiada, no amor enorme e no carinho desmedido. Mas erro muito em ser tão egoísta e em desprezar os outros – porque o meu desprezo dói, pode ter certeza. E se você não se entrega da maneira mais intensa possível, está errando e vai perder. Eu errei em todos, absolutamente todos.
Cada erro é jogado na cara, de uma forma ou de outra. Às vezes dói muito, noutras, dou risada. Agora, comecei a aprender com eles.
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Pode ser que tenham feito macumba pra mim. Pode ser só um desvio de personalidade ou até algum grave problema mental, a questão é que eu não consigo. Alguém sabe porque diabos eu prometo que vou me dedicar mais a faculdade, começar a fazer os trabalhos com antecedencia e nunca cumpro? Alguém me explica porque eu dormi no sábado em vez de fazer essa merda de trabalho sobre história da TV. O que eu to fazendo nessa faculdade, peloamordedeus?
Eu to vendo o cadafalso abrir, mas ainda assim eu não consigo me concentrar. Eu juro que eu queria mudar, ser mais responsável, mais organizada, etc. Mas não foi dessa vez (nesta encarnação, quero dizer).
E porque eu estou escrevendo aqui se eu deveria estar cuspindo caracteres sobre teleteatro?
