Escravo da Rosa


O Google lê os meus e-mails.
7 Setembro 2008, ---
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Quando eu tinha 17 anos, meu namorado abriu meu email numa atitude meio hacker – e não gostou do que viu. Horas de explicação e argumentos.

Agora, todos os meus emails são lidos pelo Google. Mas algo me diz que ele não tem capacidade cognitiva para entendê-los. Ele me oferce cursos de cinema em Londres, hospedagem no nordeste e passagens pra Buenos Aires. Só que o meu curso não é em Londres, não sou eu quem vai pra Bahia e quem tinha que ir pra Buenos Aires já foi.

A última agora foi me indicar um site de paquera e “mande flores para o seu amor” a partir de um e-mail sobre tcc…



Melvins, Plasticines, Hives, Autoramas e Kings of Leon.

Uhu. E eu nem ia sair ontem.

Post sem pé, nem cabeça e com os braços trocados. Nem eu entendi depois que li, mas vai assim mesmo.

Tá rolando uma carreata aqui na rua. Primeiro pensamento: “nossa, que bosta este disco novo do Kings of Leon”. Vou ouvir enquanto escrevo o post e lá no fim comento.

Aí, dúvida pra lá, dúvida pra cá e joguei a sorte às 20h20: “Se Plasticines for tocar depois das 21h eu vou”. Um google e descobri que ela deveriam entrar no palco 21h30.  E lá vamos nós.

A primeira música é muito boa. A segunda também. Quer tomar café?

Cheguei e estava tocando Melvins. Ninguém tava gostando, mas eles foram “os caras que influenciaram o Kurt”. Ok, o Kurt fez um trabalho muito melhor do que o deles. Me disseram “é um clássico!”. Tudo bem, então eu acho que você deveria estar lá curtindo o show, não aqui batendo papo na fila da cerveja. Eu nunca tinha ouvido, e podia ter passado sem essa. Sim, vou a shows sem nem saber o que vai tocar, seja num festival, seja no Inferno, ou no Cedo e Sentado.

Melvins é um som pesado, daqueles caras que gritam com a voz grave e um baterista que tem tipo um martelo pra destruir a bateria. “Eu não tenho idade pra curtir esse tipo de coisa” foi uma frase repetida durante este show.

Eh!!! Plasticines! Eu nem gosto mais tanto delas, Loser já deu o que tinha que dar e “oh, nós cantamos these boots are made for walking, da Nancy Sinatra e pulamos no palco”. Mas elas são boas, sim… O show foi muito bom, apesar de uma galera pouco empolgada. Eu fui buscar cerveja (hihi) e lá do fundo tava todo mundo meio parado. Fiquei com a impressão de que o palco era grande demais pra elas.

Meu, ouça 17. É ótima.

Eu preciso terminar isso e trabalhar. Foco, Taína, foco…

Aí, veio The Hives e você entende pra quê saiu de casa numa noite chuvosa. Foi muito bom, os caras gostam de fazer show, e a galera contribuiu. Bem como um show deve ser. Figurininho bacana, movimentação no palco… e eu pulando, obviamente. Foi muito legal. Só me perdi da minha carona, mas tudo bem.

Acabei de baixar o disco do Marcelo Camelo num arquivo só. Eu tenho UM arquivo de 28 minutos. Acho que não gosto mais deste tipo de música.

No taxi, esqueci de dizer que ia parar em casa. Ou seja, fui parar na Augusta. Escócia, pessoas, mais cerveja e um convite inesperado: “Vamos ver Autoramas no Inferno?” Meeeeeeeeeeeeeeuu Deus! Eu A-M-O Autoramas. E faz uns 10 anos, de verdade. Aí eu fui, né… Todas as vezes que eu quis ver me levaram pra outro lugar. E finalmente eu vi.

Já devo ter comentado que quando fico bêbada falo inglês. Eu não sei porquê, mas já vi acontecer antes (eu tinha um professor de inglês que falava francês depois de uma garrafa de vinho). Saí da balada tendo grandes colóquios com o Léo. Acho que falei em inglês com o cara do Autoramas, mas não tenho certeza.

Êh, Inferno, minha casa favorita, minhas baladas inesquecíveis, minhas histórias loucas. Uma vez quase fui expulsa de lá. O som meio ruim, o palco depois do show, uma dose de tequila. (Alguém ta vendo A Shot At Love?, esqueci de ver nas últimas semanas. Nem sei se acabou..) Eu tava morrendo de saudade.

Contei que comprei uma tiara vermelha, grossona? É linda.

Ah, o disco Kings of Leon é bem bom. Closer, Use Somebody, 17 e Sex On Fire são bem recomendáveis.