Escravo da Rosa


Um post sobre tcc, Beirut e Holger. Porque é, ué…
12 Fevereiro 2009, ---
Arquivado em: Eu fumo!, I love it, Music makes people come together, New York | Tags: , , ,

Talvez você não tenha notado, mas depois da morte anunciada… bem, isso aqui é praticamente uma fênix. Não entendeu? Não se preocupe…

Acontecimentos horríveis na Suiça, muito bons em Londres, o dolar baixando… ah, sim, a crise do tcc baixando.

É, tcc. Depois de fazer um projeto em 3 horas, mandar por email porque não daria tempo de ir até a Cásper pra entregar, finalmente está lá, esperando para ser aprovado. Torçam por mim, por favor. Porque esse, haha, só com reza brava.

Do começo, e pode ficar com dó de mim.

Depois do quinto projeto de tcc (sim, eu escrevi cinco projetos sobre temas completamente diferentes), estava tudo praticamente pronto. Só faltava revisar, ir pra Cásper, entregar.

Qual a minha surpresa quando meu orientador me liga e fala “precisamos conversar”. Depois de trabalhar para ele dois anos, já sabia que aquele tom de voz era encrenca.

- O seu projeto não tem condições de ser desenvolvido. Mesmo que seja aprovado, o que é difícil, você não vai conseguir fazer.

Discussão vai, vem, choro, desespero, o primeiro pensamento foi achar um terapeuta que aplicasse a terapia do grito primal. Quem sabe seria John Lennon e não precisaria fazer faculdade. Excluida a possibilidade, fiz um projeto do zero em 3 horas, blá blá blá. Mas não era aí que eu queria chegar.

Tem uma coisa mágica em sentar na cadeira de orientando. Eu vi isso acontecer com tanta gente (umas 30 pessoas pelo menos) durante dois anos, e meu sonho era chegar lá. Simples assim: sentar na cadeira, abrir um caderno e discutir o andamento do projeto. Não é a banca, aquele dia único, especial, blá blá blá. É toda semana aquela cadeira, a mesa e a construção do que, por enquanto, é o projeto da minha vida*.

Para encarar tudo isso e mais um pouco, tenho um companheiro que veio do Novo México, mas se fixou no Brooklyn. Atende pelo nome Zach Condon e tem uma banda chamada Beirut – e sem piadas envolvendo o Frevinho. O disco mais perfeito que surgiu desde 2007, melhor que She & Him e até que (Kahn) Bat For Lashes. Pelo menos é o que eu acho nessa semana.

Antes de assistir ao vídeo, saiba que não é a melhor música deles (ou é), e o vídeo também não é bom, mas é um material bruto sensacional. Preste atenção aos metais e, claro, a voz. Se você ouvir isso e não tiver vontade de ligar para a pessoa especial, você é um insensível.

Esse vídeo foi gravado no Brooklyn, naquelas casa lindas e enormes que eles tem por lá. E pela primeira vez eu senti saudade de NY.

***

Aí, ontem teve show do Holger no Studio SP. Incrível, ótimo, animado. A banda é ótima, fez um show com 13 músicas e teve gente cantando, inclusive eu.

Detalhe: mais um set list pra minha coleção, ao lado de Gogol Bordello em NY, Little Joy, Uninhabitable Mansions (Au Revoir Simone + Clap Your Hands Say Yeah)…

Tirando uma meia dúzia de casais que vieram da Vila Olímpia e se perderam por lá… Mas os meninos mandaram muito bem apesar disso. Eles sabem pra quem eles tocam, quem está lá para vê-los.

Então, abrindo para o Holger, teve a Mia Doi Todd. No myspace dela tem a data de um show que ela fez no Museu de História Natural de L.A. O que não quer calar: quem faz show no Museu de História Natural? Eu não conheço o de Los Angeles, mas é impossível não rir. Resultado: a mina é tão chata que ninguém prestou atenção.

Enfim, o próximo show do Holger é no Parque do Carmo, domingo (15/02) a tarde.

Por enquanto é isso, sem volta triunfante hoje. Amanhã tem layout novo para uma nova fase do Escravo e uma nova fase minha.