Escravo da Rosa


Kasabian is back, and we’re happy for that. But…
15 Maio 2009, ---
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O vídeo tinha tudo para ser demais. Só tinha.

Confesso: fiquei com preguiça de ver o Kasabian no Planeta Terra 2007. Já tinhamos visto tanta coisa que tava bom demais. Chiquinho levantou e eu cabeceei: vamos embora. Não me arrependo, mas hoje não perderia de novo.

Um ano e meio depois, volta o Kasabian, com disco novo que deve sair agora, a 8 de junho. Mas já caiu na rede uma prévia, com 5 músicas do disco, incluindo Vlad The Impaler, que ficou disponível para download no site deles.

O Kasabian é apontado por alguns como uma das melhores bandas da atualidade, as vezes ficando a frente de grupos bem amados, como Kaiser Chiefs. Nunca se falou, ao que eu saiba, que são melhores que Franz Ferdinand, mas já seria demais. Entre os que gostam da banda, está Liam Gallagher, que a rigor, não gosta de ninguém.

Eu não acho tudo isso, mas o Kasabian tem seu valor e é bem alto.

Mas eu disse tudo isso só para mostrar o novo clipe deles, que tem coisas que eu aprecio bastante. Agora, uma simples análise de cor.

Eu admiro quem consegue usar uma cor só e se dar bem, que é o caso desse vídeo. Com um sépia como cor base, recria sem nenhum esforço a atmosfera western. No primeiro frame, só pela cor do filtro já se identifica o lugar. E você pode apostar que no próximo segundo, entra o som de botas andando sobre poeira – o que realmente acontece. Aí, vem as partitura antigas, também amareladas. Tudo perfeito, se encaixando. E o principal: combina com a música. O tema foi muito bem escolhido – tem horas que dá vontade de fazer passinho, se eu ainda lembrasse de algum.

Mas aí, surge um problema grave. Todo o filme gira em torno de um assalto ao banco, onde eles usam como armas os instrumentos. E esse assalto é visto pela perspectiva da câmera de segurança, em preto e branco. Uma ideia ótima, mas que funcionou muito pouco, exatamente por causa das… cores.

Quem assiste fica numa atmosfera quente por causa da coloração que é totalmente quebrada pelo preto e branco da câmera. Esse PB remete a uma coisa urbana, desloca o expectador completamente – claro que brincar com as cores e espaços é bom, mas sem jogar a pessoa para fora da obra.

Uma vez que a pessoa é explusa, ela lembra que está vendo um videoclipe, e começa a prestar atenção aos erros. A primeira coisa: onde já se viu western com câmera de segurança? Onde as pessoas faziam sua própria lei, essa tecnolologia não existia.

Pronto, o clipe foi por água abaixo.

Aí, para completar, tem uma hora que o azul predomina, e acaba de vez com aquela primeira escolha acertada. Mas nessa hora, ninguém mais está prestando atenção.

ps: não deixe de ver a Kombi azul lá pelos 2:00. Sem ela, aqueles frames seriam nada.



Vinil de Veludo II – A gente não prometeu que voltava?
15 Maio 2009, ---
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Oê. Promessa é dívida e estamos aqui. Quem sabe o próximo a gente não publica no dia certo?

Considerações sobre essa segunda edição do podcast Vinil de Veludo:
- Eu estava péssima, naqueles dias de enrolar a língua. Eu juro que vou tentar melhorar.
- O Sounds of The  Universe, do Depeche Mode, é ruim mesmo. Prontofalei.

E muito obrigada de coração a todos que comentaram. Aos poucos a gente vai pegando o jeito e pode ter certeza que a gente levou em consideração todas as sugestões. Continuem ajudando a gente, ok?

Nesta edição, a gente fala do show do Oasis, encontra uma versão linda deles para Heroes do David Bowie e fala mal do U2. Depois redescobre Art Brut, com Summer Job, e por último tenta achar algo bom no novo disco do Depeche Mode, com a música Wrong.

Para falar com a gente, e pedir uma versão do Oasis para My Generation, do The Who, envie um email para vinildeveludo@gmail.com ou deixe um comentário nos blogs (aqui mesmo ou no blog da Stefanie).

Para baixar essa edição, clique aqui. Para ouvir as outras, clique aqui.




Guggenheimm – 50 anos!
15 Maio 2009, ---
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Último dia me NYC. Malas para fazer, material na escola para pegar, últimos presentes para comprar, correria. E o lugar que eu sonhava em ir há muito tempo: Guggenheim Museum of New York. Antes disso eu fiquei horas num domingo olhando aquela escultura gigante. Porque aquilo, senhores, é uma escultura, não um prédio.

Sabe aquele lugar que você poderia ficar horas, passar um dia inteiro? Eu ficaria em uma daquelas rampas. Juro que dá vontade de sentar embaixo daquele teto de vidro e ficar olhando aquelas formas eternamente – para quem não tem medo de altura, deve ser incrível olhar da última rampa para baixo. Enfim, o Guggenheim é lindo até do avesso.

Guggenheim visto do Central Park

Guggenheim visto do Central Park

Aí, hoje o NYTimes soltou uma matéria que fala dos 50 anos do Guggenheim e de uma exposição com mais de 200 desenhos de Frank Lloyd Wright, o arquiteto do museu.

Na época de sua construção, o Guggenheim não era muito querido pela sociedade novaiorquina. Um projeto tão inovador não tinha a cara da c idade. Hoje, é um símbolo de NYC e uma das maiores referências aquitetônicas do mundo.

Poderia falar mais e mais caracteres sobre o Guggenheim, mas vale a pena uma olhada na matéria (en inglês).

last nyc 025

Fique horas olhando para cima.

Só dá vontade de voltar.