Cabelo para mulher é tudo. Pode trocar a cor do esmalte, usar salto 10, pensar num peeling. Mas, mulher é o cabelo. Esse traduz o mau humor, a TPM, o ritmo de vida, e personalidade.
Eu já falei de cabelo aqui, aqui, aqui (naquele Escravo antigo…) e aqui, e em mais alguns posts. E o que já falaram dela? Bem… Google resolve. Mas vá direto aqui e aqui – e no Flickr.
Já viu? Vamos lá.
Conheci a Camila na casa do Mancha numa festa no começo do ano. Olhei para o cabelo, bem loiro e bem curto. Mais um dia na casa do Mancha e fui apresentada oficialmente. Camila, a namorada do anfitrião, adorava falar sobre cabelos – conversa mais que ganha.
O tempo foi passando, vi Camila mais algumas vezes e soube que o interesse dela por cabelos era sério. E eu, cada vez mais desencanada, com uma franja maldita, que funcionou só no primeiro mês. Até que… chegou pelo twitter o anúncio de um Hairday – evento que ela promovia em Pinheiros.
Me preparei durante a semana para a mudança. Mas na sexta, cerveja vem, cerveja vem (só vem mesmo), acabei destruida no dia seguinte. E nada de corte.
Nessa semana, acabou. Meu cabelo tava um saco, grande e preso a maior parte do tempo. Aí, a grande questão: para quê cabelão se ninguém vê porque está preso o tempo todo?
Optei pela cara de pau. “Camila, quando tem hairday? Meu cabelo está uma desgraça.”, pelo Facebook mesmo.
Camila deu um tempo de Hairday – corta cabelos em casa mesmo, e pensa em fazer isso da vida. A designer pensa aplicar seus conhecimentos nos cabelos. Celso Kamura, vem cá e eu te digo o que é talento.
Conversa vai, conversa vem, a gaúcha conta que a avó era cabeleireira. E eu, oi, conto a vida inteira. Falamos do Sul, da vida no mato, família… Ouvindo Wilco, escolha da moça, eu juro.
Ela não usa espelho, diz que a desconcentra. Molha meu cabelo e me dá uma bela encarada. Faz a melhor cara de atenção do mundo. Pronto. Da-lhe cabelo voando.
Começo a ouvir a tesoura bem perto da cabeça. Não vejo nada. Dá um frio, mas conto até três. Volta o papo.
Ela para, analisa a franja. Posso colocar a mão?, pergunto. O cabelo está absurdamente mais leve – talento explica. Passou qualquer medinho e agora, babe, só curiosidade.

Camila tem as manhas, o dom, talento ouo nome que você queira dar. E isso é dela. E tem a técnica, porque entende de tesoura, analisa o cabelo, o formato do rosto. “Vou fazer um curso de Visagismo”, conta a moça.Vou me oferecer para ser cobaia.
E tudo parece muito simples, sem essa coisa “vou cortar 1 dedo aqui, 5 atrás”. O que ela propõe é uma forma diferente, sem a tensão da mudança. Sonzinho, bate-papo, na casa dela. Puro prazer de cortar cabelo, como discutir isso no sofá da casa da amiga.
Quando ela acabou, olhei no vidro da janela mesmo. “Meu, ficou ótimo”, disse eu, um tanto embasbacada. Olhar no espelho foi a confirmação. Camis acertou. Me deu o cabelo que eu procuro há anos, desde que comecei a podar curto. Quase chorei.
- Você nem sabia que tinha tudo isso aí nesse cabelo, né?
- É, gata. Olhei o espelho e vi a mulher que eu queria ser.
Porque o cabelo é tudo.
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Uau!
E adorei a primeira frase do post, “Cabelo para mulher é tudo”. Hahahaha, como vocês são exageradas! Mas, de verdade, ficou lindo mesmo, viu?
A propósito, tenho problemas sérios com cabelo. Só gosto do meu quando está beeeeeem curtinho ou beeeeeeeeeem comprido (como agora). Mas daqui a pouco eu raspo tudo de novo, para desespero da Thá e de mamãe querida. O meio-termo não funciona comigo, infelizmente. Queria ter um cabelo normal. Buááá!
Mas adorei o novo visual. Mesmo!
Comment por Fábio 9 Outubro 2009 @ ---