Arquivado em: Filminhos, Jornalismo, São Paulo | Tags: Cinequanon, O Milagre de Santa Luzia, Sérgio Roizenblit
Conheço o cineasta Sérgio Roizenblit, diretor do Milagre de Santa Luzia, há quase 15 anos, quando minha mãe foi trabalhar na produtora que ainda chamava RecPlay. E pela primeira vez parei para conversar seriamente com ele. O resultado foi uma das entrevistas mais legais e interessantes que eu fiz. É grande, mas vale a pena. Sérgio pensa o cinema independente de uma forma realista e especial. Realista porque sabe das limitações e especial porque tenta vencê-las.
Sérgio assume a certa altura que talvez o cinema independente no Brasil não dê certo por culpa nossa, e se inclui nisso. “Não dá pra ser tão passivo de ir ao cinema, ver um filme legal e voltar pra casa.”
Essa passividade é o que eu tento deixar de lado fazendo a entrevista. Vendo o projeto nascer e acontecer (na produtora que hoje chama Miração), quero compartilhar com o mundo a grandeza do filme, que mostra um país que é preciso conhecer. Ajudar as pessoas a superarem os preconceitos contra o nordeste, documentários e cinema nacional para ver que sanfona é importantíssima. O filme é simplesmente indispensável.
A entrevista está no mais que amado Cinequanon, para onde tenho a honra de escrever pela primeira vez, a convite de Cid Nader, que me cobra a parceria há tempos. Espero ter correspondido às espectativas, e que outras matérias venham por aí. Porque além de cinema, aqui se faz jornalismo independente.
Arquivado em: I love it, Jornalismo, Literatura, Music makes people come together | Tags: Morrissey, The Pageant of his Bleeding Heart
The Smiths. Banda na lista de favoritas de 9 entre 10 pessoas normais. Lider da banda, Morrissey, deus do universo que lançou neste ano um disco fantástico, etc, blá blá blá.
Enfim. Para fãs de Moz, como é carinhosamente chamado, foi lançado um livro que é a coisa mais compravel no mundo. Morrissey: The Pageant of his Bleeding Heart.
O livro promete contara história dele colocando-o em seu devido lugar: um dos melhores artistas do século. Comparações com poetas é o mínimo. Para quem gosta, 320 páginas que contam a história desse grande personagem. Pode não ser a biografia definitva, posto que eles está aí, super ativo (e se jogando na noite), mas vale a pena pra entender quem é esse cinquentão que ateia fogo por onde passa.

Na Amazon por um preço bem bom. Só em inglês, claro.
Sim, abandonei o blog porque a revista Caras toma todo o meu tempo criativo e energia. A energia fica por conta das ligações para os assessores de imprensa. Porque assessor pode ser o ceu ou o inferno do jornalista. Da estagiária então…
Caras tem um modelo de relatório de imagens de divulgação. Praticamente todos os assessores de São Paulo tem, mas eles ainda conseguem mandar as coisas erradas.
1) Nome do evento, data e local.
2) Motivo do evento.
3) Quem organizou, pessoa física e/ou marca comercial, se houver.
4) Identificação detalhada de quem são as pessoas que estão em cada foto (profissão, cargo na empresa, atuação no evento), com suas respectivas idades.
5) Se esse material é exclusivo para Caras ou não.
6) Se essa foto é exclusiva para a Caras ou não.
7) Crédito do fotógrafo
8 ) Telefone fixo da assessoria de imprensa e celular do assessor responsável.
Se você leu o primeiro item, sabe que adata é importante. Pois bem.
Um assessor me manda essa semana um relatório sem data. Ligo eu para assessoria e peço a data.
- Olha, eu vou precisar confirmar.
- Você não estava no evento?
- Estava, mas não sei que dia é exatamente. Te ligo daqui a pouco.
50 miutos depois…
- Então, foi dia 15, sexta-feira.
Só que 15 de julho foi quarta-feira.
O que eu falo para um cara desses?
*Post atrasado. Eu sei.
Falemos da Rolling Stone Brasil. Que capa é essa da Lady Gaga?
A capa é uma foto ótima de David LaChapelle, ícone da fotografia, talvez o maior da atualidade. Lady Gaga? Bem, eu sei que sou a única no universo que não ouviu uma música inteira dela, pelo menos que saiba. Mas que é febre, que atropela todo mundo no pop, é fato.

Lady Gaga na RS gringa
Isso é mais que válido para um revista como RS, é praticamente obrigatório dar uma capa a ela. Mas…
Essa capa que a RS colocou neste mês, já saiu há pelo menos dois meses lá fora. Ou seja, qualquer um que seja ligado em música, já viu essa foto e leu sobre ela. E aí, onde fica o impacto que deveria causar a foto?
Jurop que, como leitora, me sinto um pouco menosprezada com isso. Porque a genet merece receber uma informação meses mais tarde? Vamos lá, o cd estava disponível em P2P para o mundo inteiro ao memso tempo. Ok, estava em ITunes também. Eu já sabia, como a maioria das pessoas, que o furacão se aproximava. E a Rolling Stone gringa também, por isso fez a capa. Duvido que os editores daqui não.
Duas possibilidades: primeira, ele não apostavam tanto assim na Lady Gaga e se deram conta depois de todo mundo. Tomar barriga no jornalismo, ué, acontece. Nesta linha, podemos pensar ainda que eles quiseram esperar ela bombar de verdade. Capa de Rolling Stone não pode simplesmente arriscar assim, e como a gringa já tinha dado, era mais fácil pegar a matéria de lá.
Segunda possibilidade, e na qual eu acredito: Eles são obrigados a dar a capa que matriz manda. E não podem dar no mesmo mês. Porque o vínculo com a americana há, certamente, e provavelmente vem ordens de lá quanto a capas e matérias que podem ser aproveitadas. Assim foi com Britney Spears há uns meses, não?
Aí, tem uma coisa: a Rolling Stone não é mais, sinto em dizer, a revista mais importante do mundo. Tirando a edição do final do ano, quem com as listas de melhores álbuns, singles, etc, ela perde bastante espaço para outras publicações como Uncut, Mojo e principalmente para os sites de música, como Pitchfork, mais que citado neste blog. Além da NME (semanário inglês) e todas as outra fontes.
Qual a solução? A mesma de sempre para o jornalismo: qualidade. E inditismo, já que jornalismo é… hã… notícia?!
E isso é o que a nossa querida Rolling Stone devia prestar mais atenção. E é querida de verdade, tenho o primeiro ano inteiro colecionado em casa e sempre que a capa interessa, compro. O problema é a capa não tá interessando mais.
Agora, podemos falar de conteúdo? Eu não vi essa edição da Lady Gaga, mas consta que somente uma foto é de LaChapelle. Isso poderia ser considerado uma enganação, já que era subentendido que se esperava um ensaio inteiro? Essa não tem desculpa.
Aí, poderia falar mais coisas que não ruins na revista, e UM MILHÃO DE COISAS QUE SÃO LEGAIS.
Você conhece alguma revista de grande circulação que fale de música brasileira atual tão bem? Precisa coragem de colocar a Ivete Sangalo na capa e dar uma entrevista como a que fizeram numa das primeira edições. E fazer reportagens ótimas, de fôlego sobre política e questões da sociedade brasileira.
Agora, se Rolling Stone quiser continuar vivendo aqui no Brasil, é bom prestar atenção ao público que ela atinge, que sabe que ela pode fazer uma coisinha melhor uma capa reproduzida com atraso da Lady Gaga.
Arquivado em: Jornalismo, Music makes people come together | Tags: 100 Next, Bebel Gilberto, Boss in Drama, URB Mag
A revista URB, da Califórnia, lançou seu tradicional número dos 100 novos artistas a serem conhecidos. É de ficar tonto.
Passando pela lista, tem desde Keane West até Cazals – que nem é tão novo assim. Vários rappers. Eu to achando que rap é a música do futuro e esqueceram de me avisar, viu. Entre eles, não há Lady Gaga nem Calvin Harris – o que me deixa particularmente feliz. Enfim, dos 100, uns 90 não conheço e talvez nem vá conhecer.
Mas o mais legal, de verdade é ver como a lista é plural. Mas aí, olha a história:
Estou lá procurando artista que conheço, pra saber se posso mesmo fazer o podcast, blá blá blá. Aí vem M.I.A., que é mais velha que eu, Buraka Som Sistema, uns portugueses que vivem em LDN, e mais um ou dois nomes. E ahhhhhhhh, os favoritos do ano passado Boss in Drama! Banda de Curitiba que está conquistando o mundo e é bem melhor que o Bonde do Rolê, principalmente sem Marina Anfetamina.
E de quebra, como se fosse muita novidade mesmo, sem desmerecer de jeito algum, está Bebel Gilberto. Mas num remix horrível que nao dá para ouvir a voz dela. Simplesmente eles colocaram os 30 da música sem vocal. Agora, me diz se isso é Bebel?…
Enfim, vamos de Boss in Drama mesmo.
Arquivado em: Filminhos, Jornalismo, Music makes people come together | Tags: Fire, Kasabian, videoclipe
O vídeo tinha tudo para ser demais. Só tinha.
Confesso: fiquei com preguiça de ver o Kasabian no Planeta Terra 2007. Já tinhamos visto tanta coisa que tava bom demais. Chiquinho levantou e eu cabeceei: vamos embora. Não me arrependo, mas hoje não perderia de novo.
Um ano e meio depois, volta o Kasabian, com disco novo que deve sair agora, a 8 de junho. Mas já caiu na rede uma prévia, com 5 músicas do disco, incluindo Vlad The Impaler, que ficou disponível para download no site deles.
O Kasabian é apontado por alguns como uma das melhores bandas da atualidade, as vezes ficando a frente de grupos bem amados, como Kaiser Chiefs. Nunca se falou, ao que eu saiba, que são melhores que Franz Ferdinand, mas já seria demais. Entre os que gostam da banda, está Liam Gallagher, que a rigor, não gosta de ninguém.
Eu não acho tudo isso, mas o Kasabian tem seu valor e é bem alto.
Mas eu disse tudo isso só para mostrar o novo clipe deles, que tem coisas que eu aprecio bastante. Agora, uma simples análise de cor.
Eu admiro quem consegue usar uma cor só e se dar bem, que é o caso desse vídeo. Com um sépia como cor base, recria sem nenhum esforço a atmosfera western. No primeiro frame, só pela cor do filtro já se identifica o lugar. E você pode apostar que no próximo segundo, entra o som de botas andando sobre poeira – o que realmente acontece. Aí, vem as partitura antigas, também amareladas. Tudo perfeito, se encaixando. E o principal: combina com a música. O tema foi muito bem escolhido – tem horas que dá vontade de fazer passinho, se eu ainda lembrasse de algum.
Mas aí, surge um problema grave. Todo o filme gira em torno de um assalto ao banco, onde eles usam como armas os instrumentos. E esse assalto é visto pela perspectiva da câmera de segurança, em preto e branco. Uma ideia ótima, mas que funcionou muito pouco, exatamente por causa das… cores.
Quem assiste fica numa atmosfera quente por causa da coloração que é totalmente quebrada pelo preto e branco da câmera. Esse PB remete a uma coisa urbana, desloca o expectador completamente – claro que brincar com as cores e espaços é bom, mas sem jogar a pessoa para fora da obra.
Uma vez que a pessoa é explusa, ela lembra que está vendo um videoclipe, e começa a prestar atenção aos erros. A primeira coisa: onde já se viu western com câmera de segurança? Onde as pessoas faziam sua própria lei, essa tecnolologia não existia.
Pronto, o clipe foi por água abaixo.
Aí, para completar, tem uma hora que o azul predomina, e acaba de vez com aquela primeira escolha acertada. Mas nessa hora, ninguém mais está prestando atenção.
ps: não deixe de ver a Kombi azul lá pelos 2:00. Sem ela, aqueles frames seriam nada.
Último dia me NYC. Malas para fazer, material na escola para pegar, últimos presentes para comprar, correria. E o lugar que eu sonhava em ir há muito tempo: Guggenheim Museum of New York. Antes disso eu fiquei horas num domingo olhando aquela escultura gigante. Porque aquilo, senhores, é uma escultura, não um prédio.
Sabe aquele lugar que você poderia ficar horas, passar um dia inteiro? Eu ficaria em uma daquelas rampas. Juro que dá vontade de sentar embaixo daquele teto de vidro e ficar olhando aquelas formas eternamente – para quem não tem medo de altura, deve ser incrível olhar da última rampa para baixo. Enfim, o Guggenheim é lindo até do avesso.

Guggenheim visto do Central Park
Aí, hoje o NYTimes soltou uma matéria que fala dos 50 anos do Guggenheim e de uma exposição com mais de 200 desenhos de Frank Lloyd Wright, o arquiteto do museu.
Na época de sua construção, o Guggenheim não era muito querido pela sociedade novaiorquina. Um projeto tão inovador não tinha a cara da c idade. Hoje, é um símbolo de NYC e uma das maiores referências aquitetônicas do mundo.
Poderia falar mais e mais caracteres sobre o Guggenheim, mas vale a pena uma olhada na matéria (en inglês).

Fique horas olhando para cima.
Só dá vontade de voltar.
Estava com preguiça, mas não resisti. Fui lá no site do Wilco ouvir o disco novo, disponível para streaming.
Sabe aquele momento em que você pensa “como vivi sem essas músicas até agora?”. Então, eu estou só na terceira música.

Depois eu coloco uma aqui. E sabe que a primeira nem dá vontade de chorar?!
Arquivado em: Jornalismo, London, Music makes people come together | Tags: Kill The Director, Moving to New York, My Circuitboard City, The Wombats
Opa.
Passadinha rápida porque hoje ainda tem edição complexa do Vinil de Veludo, que sai amanhã.
Hoje decidi saber o que está acontecendo com uma banda muito da fofa que descobri em 2007: The Wombats.
Naquela época, escutei bastante o single Kill The Director, musiquinha adolescente muito boa, que gruda na cabeça. Mas o Wombats é um pouco mais antigo que isso: foi formado em 2003 em Liverpool, no Institute of Performing Arts. Desde então, a banda não parece que saiu da faculdade – continua fazendo o mesmo rock para os que tem 20 ou menos, e isso é o que faz banda muito legal.
Em 2006, lançaram seu álbum de estréia, “Girls, Boys, and Marsupials”, que saiu somente no Japão. Em 2007, lançaram no Reino Unido o disco “The Wombats Proudly Present: A Guide to Love, Loss & Desperation”. Que teve como singles Kill The Director, Let’s Dance to Joy Division e a minha favorita da banda, Moving to New York.
E agora ele lançaram um novo single, My Circuitboard City.
Duvidaram hoje das informações do escravo. Aí a Billboard confirmou. Ouieah.
Arquivado em: Jornalismo, Music makes people come together | Tags: Horehound, Jack White, The Dead Weather
O Jack White, do White Stripes, deve trabalhar umas 40 horas por dias. Porque, além do White Stripes, tem o The Raconteurs, e agora o The Dead Weather. Saiu hoje a capa do disco do terceiro projeto:

Linda, né?
A saber, The Dead Weather é formado por Jack White, Alison Mosshart (da dupla Kills), Dean Fertita (do Queens of the Stone Age) e Jack Lawrence (do Raconteurs). Alguém achou o disco para baixar?