Escravo da Rosa


Raio-X pra ver o mundo!

O fotógrafo inglês Nick Veasey, certa vez, fez a imagem de uma lata de Coca-Cola com um raio-x para um programa de TV. Pronto, estava lançada a nova técnica. Aperfeiçoar um pouco aqui, montar outra coisa ali, e pronto: imagens impressionantes e lindas.

As melhores imagens em mais de 13 anos trabalhando e experimentando a técnica estão reunidos no livro X-ray: See Through The World Around You.

Câmera 35mm

Câmera 35mm

prédio - ok, óbvio, eu sei.

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A do ônibus, que não por acaso virou a capa do livro, é uma montagem com a imagem do veículo, feita por um equipamento que  a polícia usa para verificar veículos suspeitos e as pessoas são, na verdade, uma só, que ele foi montando e colocando em diferentes posições.

Aqui tem uma seleção com 29 imagens.

Dica do @jampa e @cavallini.



Lovefoxxx como artista plástica continua ótima cantora

Você sabe quem é a Luiza Lovefoxx, a frontwoman do CSS. E ela resolveu, de novo, atacar de artísta plástica. Mas dessa vez não deu certo.

Foi assim: o pessoal do No Age, que tocou no 1st Popload Gig, Deacon e o Deerhunter resolveu fazer uma pequena série de shows onde vão cantar “pedaços sem sentido das músicas uns dos outros”, em tradução livre. Tudo começou dia 31 de julho e vai até dia 9 de agosto. Quem viu, legal, que  não, tenta a sorte no Youtube.

Aí, para ilutrar a camiseta da turnê, eles pediram para a fofa da Lovefoxxx fazer um desenho e deu nisso:

Lembra daquela mulher que tava grávida 8 bebês? Então, é ela, grávida dos integrantes das bandas, e para completar, você, caso vá. Bom gosto é a nova ordem.

Antes disso, ela também tinha colaborado com o ABC Trust, uma ONG inglesa que cuida de crianças brasileira. Lovefoxxx desenhou uma Gibson para eles leiloarem. Uma boa causa e, naquela oportunidade, foi menos pior. Podia só ter discotecado e tava bom, né?

Só eu não gosto?



Adele, música de todos os dias.
16 Maio 2009, ---
Arquivado em: London, Music makes people come together

Adele ganhou o Grammy como revelação do ano passado. Mais que merecido. Com hit Chasing Pavements conquistou a Inglaterra e depois lançou seu disco 19 – Adele tinha 19 anos na época. É a voz mais linda que surgiu ano passado, que conquistou o coração do Escravo.



The Wombats, uma música nova e as antigas do coração.

Opa.
Passadinha rápida porque hoje ainda tem edição complexa do Vinil de Veludo, que sai amanhã.

Hoje decidi saber o que está acontecendo com uma banda muito da fofa que descobri em 2007: The Wombats.

Naquela época, escutei bastante o single Kill The Director, musiquinha adolescente muito boa, que gruda na cabeça. Mas o Wombats é um pouco mais antigo que isso: foi formado em 2003 em Liverpool, no Institute of Performing Arts. Desde então, a banda não parece que saiu da faculdade – continua fazendo o mesmo rock para os que tem 20 ou menos, e isso é o que faz banda muito legal.

Em 2006, lançaram seu álbum de estréia, “Girls, Boys, and Marsupials”,  que saiu somente no Japão. Em 2007, lançaram no Reino Unido o disco “The Wombats Proudly Present: A Guide to Love, Loss & Desperation”. Que teve como singles Kill The Director, Let’s Dance to Joy Division e a minha favorita da banda, Moving to New York.

E agora ele lançaram um novo single, My Circuitboard City.

Duvidaram hoje das informações do escravo. Aí a Billboard confirmou. Ouieah.



Littlepixel: como seriam as capas clássicas quando fossem velhas?

Durante o show do Oasis, rolou um constrangimento com idade, como sempre: “não estava no show de 1998, não tinha idade para isso”. Conversa continua, e consigo me redimir: “Pelo menos posso dizer que vi o lançamento do primeiro disco do Strokes, que vai ser um clássico”. Ah, aquele disco do Strokes…

Hoje descobri LitllePixel, um inglês bem legal que transforma capas de discos clássicos, deixando-as como se fossem velhas, daquelas que se encontra em sebos da vida. Dá vontade de ter várias. Inclusive Is This It, primeiro álbum do Strokes.

The Strokes, Is This It

The Strokes, Is This It

Primal Scream, Screamadelica

Primal Scream, Screamadelica

Björk, Debut

Björk, Debut

Kraftwerk, The Man Machine

Kraftwerk, The Man Machine

Lá tem ainda Belle & Sebastian, Phil Collins, Pixies, Joy Division, Chemical Brothers, New Order, Depeche Mode, Spiritualized e outros.

via @camilorocha.

ps: este é o post #333 da fase wordpress do Escravo. No #666 eu faço um especial Iron Maiden.



And after all…
8 Maio 2009, ---
Arquivado em: I love it, London, Music makes people come together, New York | Tags: ,

O Fábio levantou, a Mari achou estranho que eu não tivesse comentado ainda. Confesso que estou tensa. Se você viu o Escravo em dezembro, sabe que Oasis para mim é… mais do que eu posso imaginar, às vezes.

Minha lembrança mais remota de Oasis é em São Roque, num churrasco e um povo na sala conversando e assistindo MTV. Aí começa o clipe de Wonderwall. Eu fiquei prestando atenção aquilo o tempo todo. Não era muito ligada a música, mas ficou na cabeça. Estava começando a estudar inglês na época e a frase “I don’t believe that anybody feels the I do about you now” ficou na minha cabeça. Poucas vezes alguém disse algo que fizesse tanto sentido.

Tempos depois, não sei quando, peguei uma Atrevida (haha) e tinha uma frase polêmica dos Gallagher. Algo como “o problema do Lennon era achar que era Deus. O meu é achar que sou Lennon”. Que tipo de gente se compara a Lennon? Amor, amor, amor. Aí, ouvir uma música aqui, outra alí, criar interesse por música e descobrir a banda da sua vida.

De lá pra cá, um show em 2006, outro no fim de 2008, discografia, horas de matérias e ouvir as músicas em todos os momentos. Oasis acompanhava meus fechamentos na Cásper, minhas crises amorosas e vitórias pessoais.

E não adianta discordar. Wonderwall é  melhor música dos últimos década.

To tensa, juro. Teceiro show do Oasis. Parece o primeiro show da minha vida.



Virgin faz festival em 5 (!) cidades no Canadá

Crise, é? Que nada… Fechamento das megastores na Times e Union Square? Nem ligo.

Então, a Virgin, aquela que sofre com as mudanças no mercado fonográfico mundial, está simplesmente aumentando o festival que promove no Canadá. Fique tranquilo, as coisas parecem estar indo muito bem para a empresa, obrigada.

O Virgin Festival já tem data para começar: 20 de junho em Montreal. As outras 4 cidades ainda não foram anunciadas nem suas respectivas atrações. No ano passado, os planos eram para 3 cidades, mas uma delas, Vancouver, foi cancelada.

Ah, o line-up da primeira data em Montreal ficou assim: Black Eyed Peas, Simple Plan, Akon, New Kids on the Block e Hedley and Live. Ainda bem que o festival é bem longe.

Além desse mega-festival no Canadá, a Virgin também promove o V Festival na Inglaterra (agosto) e o Virgin Mobile Festival nos Estados Unidos, com artistas um pouco mais interessantes.
EUA: Cat Power, Gogol Bordelo, Wilco, Bloc Party, Black Keys, Iggy Pop and Stooges, She and Him e (oi) Bob Dylan.
UK: The Killers, Lily Allen, The Wombats, Peter Doherty, Keane, MGMT e (oi) Oasis.

Resumindo: não fique assim porque as lojas fecharam. Torça para um dia eles fazerem um festival aqui, certo?



Rachel Freire – eu quero tudo, mas uma coisa de cada vez
6 Maio 2009, ---
Arquivado em: I love it, Jornalismo, London, New York | Tags:

Achei no Temos um pequeno post, na verdade só uma imagem, de Rachel Freire, fashion designer (não me pergunte qual a diferença entre isso e estilista). Segui o link e UAU, adorei.

A estética de Rachel é exagerada, até confusa vertiginosa de tanto detalhe. A primeira vista, é fácil achar over e não gostar, ou genial mas ter vergonha de vestir. Mas as peças, juro, são incríveis. Não dá pra usar tudo junto, mas uma de cada vez arrasa qualquer produção básica.

Olhando as composições de Rachel, é fácil concordar com o que ela mesma diz sobre seu estilo:historical costume combined with futuristic imagery. Estudou num colégio de freiras em Liverpool, de onde vem boa parte da sua inspiração. Depois passou um tempo em Nova York estudando e hoje exibe suas coleções em Londres, onde mora. Peças que eu usaria hoje para ir ao Baile Veneno:

Marcação na cintura perfeita com o volume das mangas.

Marcação na cintura perfeita com o volume nos ombros.

Aquele dourado que nunca sai de moda, único, que arrasa em qualquer produção básica.

Aquele dourado que nunca sai de moda, único.

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Gola levantada: muito mais charmoso. E o cabelinho do Demo, há.

Reparou na lateral da calça?

Reparou na lateral da calça?

O portifólio tem outras criações mais ousadas, coisas que valem mais ela imagem do que pela usabilidade mesmo. E aí, meu bem, ela solta a criatividade em looks arrasadores.



Ladyhawke. O próximo eu vejo direito.

No final de outubro do ano passado, fui assistir a um show do Black Kids no finado Astoria. Como era fechamento, cheguei ao show só para Black Kids mesmo e quem abria? Sim, Ladyhawke. Cheguei nas duas últimas músicas e fiquei puta por isso, mas a gente engole o choro. Estava doente também, enfim…

Agora, eu juro que na próxima vez assisto da grade.

Esse vídeo é do mesmo show que eu fui. O clipe não é permitido para incorporações.



Mais um doc de banda: The Kills

Na onda* dos documentários sobre bandas, o The Kills ganhou um feito na sua turne em 2005. The Kills: I Hate The Way You Love, está em exibição no Pitchfork. tv somente nessa semana! É bom correr.

É feito em vídeo, numa estética que começa (propositalmente) meio tosquinha e depois parece ter sido feito nos anos 70, meio amarelada, granulada e usando muito bem preto, branco e luz. Tem uma montagem perfeita e, claro, uma trilha sonora incrível. Mas não só pelas músicas, como os efeitos de som também ajudam – pequenos detalhes que fazem a diferença. Mas não tem legendas, há.

The Kills é formado pela americana Alison Mosshart (“VV”) e pelo britânico Jamie “Hotel” Hince, por isso ele tem esse sotaque que não dá pra entender. A banda ficou baseada em Londres mesmo, mas sábado fizeram um show no Webster Hall e hoje tocam no Brooklyn. Saudade.

*Eu digo na onda, porque para quem adora música, o cinema tem sido imperdível. Joy Division, Iron Maiden, Depeche Mode estão na lista desses docs. Se souber de mais algum, me c0nte!