Escravo da Rosa


Herchcovitch na Semana de Moda de Nova York
10 Setembro 2009, ---
Arquivado em: I love it, New York | Tags: , ,

Foi hoje, acabou há pouco. O primeiro desfile da Rosa Chá assinado por Alexandre Herchcovitch mostrou um verão branco, muito branco. Tecidos soltos e uma volta ao poá (estampa de bolinhas). Cores nos detalhes, como vermelho e verde limão. Presença também das listras preto e branco. Básico e bonito. Diferente do colorido que apresentou para o inverno lá e aqui. Enfim, deixando a crítica de lado, escolha um modelinho direto da passarela da Mercedes-Benz Fashion Week.

meu favorito

meu favorito

É, eu também quero…



Film-Makers’ Cooperative aluga espaço a US$ 1,00 por ano. Há!
30 Maio 2009, ---
Arquivado em: Filminhos, New York | Tags:

A Film-Makers’ Cooperative é uma organização que cuida, armazena e organiza uma coleção de filmes experimentais e de vanguarda desde 1962. Sediada em Nova York, nos últimos meses quase foi fechada por falta de um espaço para suas instalações. Mas acabou de achar um novo endereço, na Park Avenue e 32nd st, área super nobre de Manhattan, e pagando aluguel de 1,00 dolar ao ano.

O prédio tem 6 andares e é pelo menos 4 vezes maior que o espaço que eles ocupam hoje.

Tudo começou quando a coopervativa teve que sair do prédio que ocupava em Tribeca, que será ocupado por uma rádio de transmissão pela internet sobre arte. Sem ter para onde ir, o acervo corria o risco de se perder por aí.

Até que Charles S. Cohen, um entusiasta do cinema, resolveu alugar o prédio da Park Avenue pelo preço simbólico de US$1. Detalhe: senhor Cohen é presidente da Cohen Brothers Realty Corporation, uma empresa de arquitetura. Mas sua paixão pelo cinema fez com que escrevesse e dirigisse um curta-metragem, pelo quela ganhou um Kodak Awards.

A Film-Makers’Cooperative tem cerca de 5000 filmes raros e que não estão em circulação de cinastas que fizeram pequenas revoluções no cinema, como Maya Deren. Agora, esse acervo todo estará disponível para pesquisas e poderá ser visto num auditório que será construido dentro do prédio. É a chance de quem pesquisa cinema ver coisas ótimas que nunca estariam disponíveis. Vale a pena uma visita ao site da organização.

Bom que mesmo em época de crise, alguém ainda se preocupe com o cinema, não é mesmo?



Bacardi. Mais um festival que não é aqui.
25 Maio 2009, ---
Arquivado em: Music makes people come together, New York | Tags: ,

A Bacardi hoje é uma das empresas que mais está antenada com a música. Começaram patrocinando show, cresceram para festivais e grande eventos, até lançarem um EP do Groove Armada, no começo do ano.

Esse ano, eles fazem um festival de verão que roda várias cidades dos Estados Unidos, o Bacardi B-Live Summer Music Events.

Olha o line-up:

MSTRKRFT (pronuncia-se Masterkraft, há, e que já esteve aqui num Skol Beats maravilhoso). Tiga, Matt and Kim (que vem na popload gig), Diplo e… Santigold. E mais alguns, que eu não conheço.

Nem preciso falar aqui o quanto eu queria ver Santigold – e que ela não fez um show enquanto eu estava há poucas estaçoes de metro dela.

O Festival passa por 22 cidades, incluindo Nova York e Los Angeles.

Uma pequena questão: quem disse que não dá mais para fazer dinheiro com música?



Guggenheimm – 50 anos!
15 Maio 2009, ---
Arquivado em: Jornalismo, New York | Tags: ,

Último dia me NYC. Malas para fazer, material na escola para pegar, últimos presentes para comprar, correria. E o lugar que eu sonhava em ir há muito tempo: Guggenheim Museum of New York. Antes disso eu fiquei horas num domingo olhando aquela escultura gigante. Porque aquilo, senhores, é uma escultura, não um prédio.

Sabe aquele lugar que você poderia ficar horas, passar um dia inteiro? Eu ficaria em uma daquelas rampas. Juro que dá vontade de sentar embaixo daquele teto de vidro e ficar olhando aquelas formas eternamente – para quem não tem medo de altura, deve ser incrível olhar da última rampa para baixo. Enfim, o Guggenheim é lindo até do avesso.

Guggenheim visto do Central Park

Guggenheim visto do Central Park

Aí, hoje o NYTimes soltou uma matéria que fala dos 50 anos do Guggenheim e de uma exposição com mais de 200 desenhos de Frank Lloyd Wright, o arquiteto do museu.

Na época de sua construção, o Guggenheim não era muito querido pela sociedade novaiorquina. Um projeto tão inovador não tinha a cara da c idade. Hoje, é um símbolo de NYC e uma das maiores referências aquitetônicas do mundo.

Poderia falar mais e mais caracteres sobre o Guggenheim, mas vale a pena uma olhada na matéria (en inglês).

last nyc 025

Fique horas olhando para cima.

Só dá vontade de voltar.



And after all…
8 Maio 2009, ---
Arquivado em: I love it, London, Music makes people come together, New York | Tags: ,

O Fábio levantou, a Mari achou estranho que eu não tivesse comentado ainda. Confesso que estou tensa. Se você viu o Escravo em dezembro, sabe que Oasis para mim é… mais do que eu posso imaginar, às vezes.

Minha lembrança mais remota de Oasis é em São Roque, num churrasco e um povo na sala conversando e assistindo MTV. Aí começa o clipe de Wonderwall. Eu fiquei prestando atenção aquilo o tempo todo. Não era muito ligada a música, mas ficou na cabeça. Estava começando a estudar inglês na época e a frase “I don’t believe that anybody feels the I do about you now” ficou na minha cabeça. Poucas vezes alguém disse algo que fizesse tanto sentido.

Tempos depois, não sei quando, peguei uma Atrevida (haha) e tinha uma frase polêmica dos Gallagher. Algo como “o problema do Lennon era achar que era Deus. O meu é achar que sou Lennon”. Que tipo de gente se compara a Lennon? Amor, amor, amor. Aí, ouvir uma música aqui, outra alí, criar interesse por música e descobrir a banda da sua vida.

De lá pra cá, um show em 2006, outro no fim de 2008, discografia, horas de matérias e ouvir as músicas em todos os momentos. Oasis acompanhava meus fechamentos na Cásper, minhas crises amorosas e vitórias pessoais.

E não adianta discordar. Wonderwall é  melhor música dos últimos década.

To tensa, juro. Teceiro show do Oasis. Parece o primeiro show da minha vida.



Rachel Freire – eu quero tudo, mas uma coisa de cada vez
6 Maio 2009, ---
Arquivado em: I love it, Jornalismo, London, New York | Tags:

Achei no Temos um pequeno post, na verdade só uma imagem, de Rachel Freire, fashion designer (não me pergunte qual a diferença entre isso e estilista). Segui o link e UAU, adorei.

A estética de Rachel é exagerada, até confusa vertiginosa de tanto detalhe. A primeira vista, é fácil achar over e não gostar, ou genial mas ter vergonha de vestir. Mas as peças, juro, são incríveis. Não dá pra usar tudo junto, mas uma de cada vez arrasa qualquer produção básica.

Olhando as composições de Rachel, é fácil concordar com o que ela mesma diz sobre seu estilo:historical costume combined with futuristic imagery. Estudou num colégio de freiras em Liverpool, de onde vem boa parte da sua inspiração. Depois passou um tempo em Nova York estudando e hoje exibe suas coleções em Londres, onde mora. Peças que eu usaria hoje para ir ao Baile Veneno:

Marcação na cintura perfeita com o volume das mangas.

Marcação na cintura perfeita com o volume nos ombros.

Aquele dourado que nunca sai de moda, único, que arrasa em qualquer produção básica.

Aquele dourado que nunca sai de moda, único.

----

Gola levantada: muito mais charmoso. E o cabelinho do Demo, há.

Reparou na lateral da calça?

Reparou na lateral da calça?

O portifólio tem outras criações mais ousadas, coisas que valem mais ela imagem do que pela usabilidade mesmo. E aí, meu bem, ela solta a criatividade em looks arrasadores.



Mais um doc de banda: The Kills

Na onda* dos documentários sobre bandas, o The Kills ganhou um feito na sua turne em 2005. The Kills: I Hate The Way You Love, está em exibição no Pitchfork. tv somente nessa semana! É bom correr.

É feito em vídeo, numa estética que começa (propositalmente) meio tosquinha e depois parece ter sido feito nos anos 70, meio amarelada, granulada e usando muito bem preto, branco e luz. Tem uma montagem perfeita e, claro, uma trilha sonora incrível. Mas não só pelas músicas, como os efeitos de som também ajudam – pequenos detalhes que fazem a diferença. Mas não tem legendas, há.

The Kills é formado pela americana Alison Mosshart (“VV”) e pelo britânico Jamie “Hotel” Hince, por isso ele tem esse sotaque que não dá pra entender. A banda ficou baseada em Londres mesmo, mas sábado fizeram um show no Webster Hall e hoje tocam no Brooklyn. Saudade.

*Eu digo na onda, porque para quem adora música, o cinema tem sido imperdível. Joy Division, Iron Maiden, Depeche Mode estão na lista desses docs. Se souber de mais algum, me c0nte!



Warhol, mais que Velvet Underground and Nico

Qual o trabalho mais conhecido de Andy Warhol? A capa do disco do Velvet Underground! E as fotos coloridas da Marilyn Monroe!

Mas, dizem por aí que Warhol fez mais que isso. Incluindo filmes, telas e outros trabalhos visuais.

Na última semana, o NYTimes fez uma matéria sonbre as capas de discos que Warhol criou, e não foram três ou quatro: calcula-se algo em torno de 50.

De acordo com o jornal, não são capas apenas de rock, estilo ao qual era bem ligado, mas existem capas de jazz e, hã, música clássica. Tudo isso está reunido no livro “Andy Warhol: The Record Covers, 1949-1987”. Tudo começou quando o autor, Paul Maréchal, achou em 1996 o disco The Painter, de Paul Anka, e de cara percebeu que era um trabalho de Warhol. Procurou o Andy Warhol Museum e eles lhe enviaram 23 capas de álbuns que eram oficialmente de Warhol. Maréchal começou uma pesquisa em Londres, Montreal, Toronto, New York e Los Angeles e descobriu outras…. 28 capas. Ou seja, Warhol fez mais 50 capas de disco além daquela do Velvet. E mais duas que foram descobertas depois do lançamento do livro.

A trajetória de Warhol como principal artista plástico e filmmaker e principal nome da Pop Art é bem conhecida. Mas Warhol não nasceu famoso, não é? E o que pouca gente sabe é que suaq carreira nas artes começou como desenhista de capas de discos.

kaplanspan600

Quando Warhol chegou a Nova York, os LPs começavam a conquistar espaço no mercado. Ele tinha acabado de ser formar em arte e procurou emprego nas gravadoras. Seu primeiro trabalho foi na Columbia Records, onde seus trabalhos já mostravam traços do que seria anos mais tarde. Essa experiência de Warhol nos disco serviu para que ele experimentasse coisas que funcionariam ou não no que seria a Pop Art.

Quem sabe seu avô não tem aí um vinil que Warhol desenhou?!



Bon Iver, tem alguma coisa que eu não gosto

O mundo se rendeu a ele no ano passado. Febre entre os que dispensam a agitação e gritaria, não teve um site especializado ou revista que não comentasse como For Emma, For Ever Ago, primeiro disco de Justin Vernon (verdadeiro nome de Bon Iver) era genial, bonito, etc. Trilha de House, Gray’s Anatomy

E sei lá se por causa da barba, se por causa do bode de Folk com a explosão do estilo por aqui ou que diabos foi que nem quis ouvir o cara. Rendida, fui lá saber o que era e continuei não gostando dele. Justo.

Pode jogar pedra, eu desvio. há!

Mas o disco é bom sim. O que exatamente eu não gosto? Não sei. O que eu gosto? Bem, a linda (de doer o coração) Blindsided e o hit (minha concepção de hit anda mundando) Skinny Love.

I told you to be patient
I told you to be fine
I told you to be balanced
I told you to be kind
In the morning I’ll be with you
But it will be a different “kind”
I’ll be holding all the tickets
And you’ll be owning all the fines

ps: no começo desse ano, Bon Iver lançou EP Blood Bank, lançado no começo de 2009. Podia muito bem estar junto com For Emma

Agora, quer ver uma coisa fofinha? Olha ele cantando com a Likky Li uma música dela.

Só não vale usar essa música pra mentir pra quem ama você, ok?



Little bit of Brazil in Tribeca

Uhmmm missing NYC so bad…

Bem, eu não consegui morar em Tribeca, mas visitei e é lindo. Além de dar lugar ao maior festival de cinema da cidade, o Tribeca Film Festival. E nesse ano tem presença forte do Brasil, com quatro filmes. Claro que dá orgulho, afinal esses filmes estão no mesmo festival em que Woody Allen faz a premier do seu novo filme, Whaterver Works, que marca sua volta a NYC.

Enfim, entre os brasileiros, o destaque é Garapa, do nosso premiado José Padilha, que teve sessão lotada no É Tudo Verdade. No TFF está na competição de documentários.

rgb-garapa_still3

Os outros são Kogi (curta), de Paula Gaitán, que fala sobre como os índios Kogi entendem percepção e sensações (se é que eu entendi direito); Quase Todo Dia (curta), de Gandja Monteiro, sobre uma menina que vive no Rio (trailer abaixo); e Only When I Dance (longa), co-produção Brasil-U.K. sobre dois bailarinhos pobres do Rio (trailer abaixo). Cariocas em peso no festival.

Eu sei, tem quem vá criticar. E a temática é sempre motivo para discussão. Mas os dois longas são bem diferentes em abordagem, e as suas frimas são válidas. Garapa faz um retrato cruel da fome, daqueles não tem perspectiva de melhora. Nada mudou na vida daqueles personagens, nem com o filme. Mas, infelizmente, esse é o Brasil de verdade. Na próxima vida, Padilha nasce na Suíça e vai fazer filmes mais bonitos de serem vistos.

Já Only When I Dance (eu não sei como é o título em português) também fala da pobreza, que é a realidade do país, mas mostra que ainda há chance de isso ser mudado. Uma perspectiva positiva e realista.

É, a gente só fala de pobreza e violência. Ainda bem! Porque esses dois filmes (que eu não vi ainda, mas já gosto) mostram que é possível pegar esse temas horríveis e transformar em algo bom. Eles incitam a discussão e reflexão mais que necessárias, e é ótimo que alguém se proponha a fazer isso. E eu tenho o maior orgulho que se faça na tela. E, na boa, cinema a gente sabe fazer, viu…

Boa sorte para os filmes!