Escravo da Rosa


I got the Devil’s haircut…
9 Outubro 2009, ---
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Cabelo para mulher é tudo. Pode trocar a cor do esmalte, usar salto 10, pensar num peeling. Mas, mulher é o cabelo. Esse traduz o mau humor, a TPM, o ritmo de vida, e personalidade.

Eu já falei de cabelo aqui, aqui, aqui (naquele Escravo antigo…) e aqui, e em mais alguns posts. E o que já falaram dela? Bem… Google resolve. Mas vá direto aqui e aqui – e no Flickr.

Já viu? Vamos lá.

Conheci a Camila na casa do Mancha numa festa no começo do ano. Olhei para o cabelo, bem loiro e bem curto. Mais um dia na casa do Mancha e fui apresentada oficialmente. Camila, a namorada do anfitrião, adorava falar sobre cabelos – conversa mais que ganha.

O tempo foi passando, vi Camila mais algumas vezes e soube que o interesse dela por cabelos era sério. E eu, cada vez mais desencanada, com uma franja maldita, que funcionou só no primeiro mês. Até que… chegou pelo twitter o anúncio de um Hairday – evento que ela promovia em Pinheiros.

Me preparei durante a semana para a mudança. Mas na sexta, cerveja vem, cerveja vem (só vem mesmo), acabei destruida no dia seguinte. E nada de corte.

Nessa semana, acabou. Meu cabelo tava um saco, grande e preso a maior parte do tempo. Aí, a grande questão: para quê cabelão se ninguém vê porque está preso o tempo todo?

Optei pela cara de pau. “Camila, quando tem hairday? Meu cabelo está uma desgraça.”, pelo Facebook mesmo.

Camila deu um tempo de Hairday – corta cabelos em casa mesmo, e pensa em fazer isso da vida. A designer pensa aplicar seus conhecimentos nos cabelos. Celso Kamura, vem cá e eu te digo o que é talento.

Conversa vai, conversa vem, a gaúcha conta que a avó era cabeleireira. E eu, oi, conto a vida inteira. Falamos do Sul, da vida no mato, família… Ouvindo Wilco, escolha da moça, eu juro.

Ela não usa espelho, diz que a desconcentra. Molha meu cabelo e me dá uma bela encarada. Faz a melhor cara de atenção do mundo. Pronto. Da-lhe cabelo voando.

Começo a ouvir a tesoura bem perto da cabeça. Não vejo nada. Dá um frio, mas conto até três. Volta o papo.

Ela para, analisa a franja. Posso colocar a mão?, pergunto. O cabelo está absurdamente mais leve – talento explica. Passou qualquer medinho e agora, babe, só curiosidade.

Camila tem as manhas, o dom, talento ouo nome que você queira dar. E isso é dela. E tem a técnica, porque entende de tesoura, analisa o cabelo, o formato do rosto. “Vou fazer um curso de Visagismo”, conta a moça.Vou me oferecer para ser cobaia.

E tudo parece muito simples, sem essa coisa “vou cortar 1 dedo aqui, 5 atrás”. O que ela propõe é uma forma diferente, sem a tensão da mudança. Sonzinho, bate-papo, na casa dela. Puro prazer de cortar cabelo, como discutir isso no sofá da casa da amiga.

Quando ela acabou, olhei no vidro da janela mesmo. “Meu, ficou ótimo”, disse eu, um tanto embasbacada. Olhar no espelho foi a confirmação. Camis acertou. Me deu o cabelo que eu procuro há anos, desde que comecei a podar curto. Quase chorei.

- Você nem sabia que tinha tudo isso aí nesse cabelo, né?

- É, gata. Olhei o espelho e vi a mulher que eu queria ser.

Porque o cabelo é tudo.



Sessé e O Milagre de Santa Luzia

Conheço o cineasta Sérgio Roizenblit, diretor do Milagre de Santa Luzia,  há quase 15 anos, quando minha mãe foi trabalhar na produtora que ainda chamava RecPlay. E pela primeira vez parei para conversar seriamente com ele. O resultado foi uma das entrevistas mais legais e interessantes que eu fiz. É grande, mas vale a pena. Sérgio pensa o cinema independente de uma forma realista e especial. Realista porque sabe das limitações e especial porque tenta vencê-las.

Sérgio assume a certa altura que talvez o cinema independente no Brasil não dê certo por culpa nossa, e se inclui nisso. “Não dá pra ser tão passivo de ir ao cinema, ver um filme legal e voltar pra casa.”

Essa passividade é o que eu tento deixar de lado fazendo a entrevista. Vendo o projeto nascer e acontecer (na produtora que hoje chama Miração), quero compartilhar com o mundo a grandeza do filme, que mostra um país que é preciso conhecer. Ajudar as pessoas a superarem os preconceitos contra o nordeste, documentários e cinema nacional para ver que sanfona é importantíssima. O filme é simplesmente indispensável.

A entrevista está no mais que amado Cinequanon, para onde tenho a honra de escrever pela primeira vez, a convite de Cid Nader, que me cobra a parceria há tempos. Espero ter correspondido às espectativas, e que outras matérias venham por aí. Porque além de cinema, aqui se faz jornalismo independente.



Menino malvado lança livro em São Paulo
8 Agosto 2009, ---
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Conheci o André Dahmer pela @talitarc. Ele gentilmente me recebeu em sua casa para uma entrevista para o tcc. É, sim, um ex-fumante.

Neste ano, suas tirinhas no site malvados.com.br tem sido meu divertimento diário. A constatação é que meu mundo era menos feliz sem isso antes. Encontrei Deus? Um deus malvado!

Enfim. Quem avisa amigo é e eu faço minha parte. Amanhã, na Pompéia, Dahmer lança o livro A Cabeça é a Ilha. Obrigatório.

convitecabeca

Sério. É muito imperdível.



Volta as aulas com Prodigy, Hives e Kaiser Chiefs?
27 Julho 2009, ---
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Provavelmente não será sucedsso entre as crianças, mas bem que deu vontade de comprar uma. A Eastpak está lançando uma coleção de mochilas assinadas pelo Prodigy, The Hives e Kaiser Chiefs.

A do Prodigy, minha favorita, são as formigas verdinhas. Já os Hives se inspiraram no preto e branco do The Black and White Album, e os Kaiser Chiefs jogaram HQs.

O preço não é o mais barato, R$189, mas quem sabe não vale só pra sair por aí com uma mochila que é cara da sua banda favorita?

rockbags_baixa

The Hives, Prodigy e Kaiser Chiefs.

Você acha aqui:

Eastpak
Rua Augusta, 2685 – Jardins
Tel: (11) 3081-1979
Horário de funcionamento:
2ª a 6ª feira das 10h às 20h
Sábados das 10h às 19h


friday night
18 Julho 2009, ---
Arquivado em: Music makes people come together, São Paulo

Outro dia de Neu.

Escuta, você não se jogou, adorou?

Há!

I did, and was perfect, as always.



Popload Gig hoje. De Deus, não perca.

Continuando meus motivos….

Mickey Gang. Eu continuo gostando mais de Mickey Junkies, mas os mocinhos tem seu valor. E tudo para estourar na Europa. Então não espere até eles serem bombados como CSS pra conseguir ver só no Planeta Terra um show que você pode ver hoje e tem tudo para ser mais legal do que num festival monstro.

No quesito música, eles tem uma genial, que se chama I was born in the 90s. Se você também entende o que é ser mais novo que o resto do mundo, ouça. A gente até queria coloca-los no Vinil, mas nem responderam pelo myspace ou email. Povo hypado sabe como é.

Aí, vem um The View, principal atração do festival. E um dos discos que eu mais ouvi em 2007, Hats Off The Buskers. Aqui, viraram hit Same Jeans, que dá vontade de dançar horrores, e mais umas duas. Estão lançando agora um disco novo, Which Bitch?, que é bem mais tranquilo e mais maduro que o primeiro. Bom, mas nem tanto. Mas o álbum vale por 5 Rebeccas. É a música do fim de semana. Na verdade, o disco é bem bom, viu…

Mas vamos de Same Jeans – clipe simples mas bem legal. Refletia bem a banda naquela época. E deve ser bastante do que vamos ver hoje.

Serviço:

Clash Club,
Rua Barra Funda, 969
de acordo com a organização, começa pontualmente as 20 horas.
3661-1500
www.clashclub.com.br
R$ 100,00 (R$50,00 para estudante)



Popload Gig. Motivos para não perder (e não são os do Lúcio)
6 Junho 2009, ---
Arquivado em: Music makes people come together, São Paulo

Olá. Olá. Eu morro de saudades do Escravo, vocês não tem noção.

Mas é o seguinte: hoje e amanhã tem um festival independente no Clash. Todo mundo sabe, to mundo tá vendo bombar por aí as notícias. Mas não é imperdível porque é do Lúcio Ribeiro, mas pela música mesmo.

Começa assim: a casa é ótima, espaçosa, com lugar para fumar sem incomodar os outros. O som é bom, o atendimento… bem, tem piores. O mesmo lugar abrigou o show do Little Joy e aquele maravilhoso do Young Knives.

O festival começa hoje com Holger. Primeiro tem uns dois caras na banda que são bem gatos. Eu acho que motiva, mas se não é seu caso, eu digo que um show deles é imperdível. Música descompromissada e bastante animação fazem o show ser muito divertido. Pop da melhor qualidade, que pode ser baixado aqui. Eu já vi mais de um show, pode confiar. Sem contar que neste ano estiveram no South by Southwest, no Texas, um dos grandes festivais do mundo e referência no que há de música nova. No escravo, aparecem aqui e aqui.

Nada melhor pra abrir do que eles. Se não tivesse mais banda alguma no festival valia a pena do mesmo jeito.

Aí, vem o No Age. São da Califórnia, mas nem precisava dizer. Não é a música que vai te fazer pular loucamente no começo do how: você vai parar, ouvir e bater o pezinho. Depois será irresistível ficar parado. E tem coisa melhor? O No Age é um duo de guitarra e bateria que vai para um lado meio pesado do rock – é uma influência, mas eles não são heavy metal, ok? Ou eu nem recomendaria. E uma coisa: o Pitchfork deu 9.2 para o disco Noums, de 2008. Então tá.Ah, eles estarão no Lollapalooza.

Fechando a noite de hoje, a sensação do verão, mais do o amarelo, a dupla Matt & Kim. Duo do Brooklyn, certamente vão fechar a noite perfeitamente. Uma coisa mais produzida que o No Age, vai deixar vontade de dançar graças aos samples que o casal usa. Daylight virou comercial da Bacardi e Lessons Learned (eles tiram a roupa nesse vídeo em NYC) é impossível não cantarolar um dia inteiro. Mas a melhor ainda é Yea Yeah, desse vídeo aí embaixo.

Divirta-se:

Então corra, mas não morra porque amanhã tem mais, ok?

Serviço:

Clash Club,
Rua Barra Funda, 969
de acordo com a organização, começa pontualmente as 20 horas.
3661-1500
www.clashclub.com.br



Tulipa Ruiz hoje! Não Perca!
2 Junho 2009, ---
Arquivado em: Music makes people come together, São Paulo | Tags: ,

Lembra da Tulipa Ruiz, a voz incrível, maravilhosa do Vinil de Veludo especial de música brasileira?

Então, ela se apresenta hoje gratuitamente no Sesc Pompéia. Por favor, vá. E me diga depois o que achou, ok? Eu não vou porque tinha que ter mandado 40 mil para o meu orientador domingo. Há.

Se você ainda não conehce a Tulipa, escute isso:

Essa é absurda:

Tulipa Ruiz
Sesc Pompéia
02/05, às 21h.
rua Clélia, 93
Pompéia (pertinho do Shopping Bourbon)

11 3871-7700



Festa!
16 Maio 2009, ---
Arquivado em: I love it, São Paulo

Tá sem nada pra fazeer? Cola lá!

cartaz-baileesplendor

Quando os ponteiros se encontrarem à meia-noite do próximo sábado (dia 16), na Livraria da Esquina, uma nova festa promoverá a renovação do entretenimento baseado em música.

Longe de ser noite temática ou resgate histórico, Baile Esplendor reflete sobre os tempos atuais ao lançar olhar retrospectivo para os solares anos 30, época que também passava por instabilidades econômicas e alterações tecnológicas de grande porte.

Embalada pelo frenesi do swing-jazz, a potência das big-bands e o groove primal que originou grande parte da música dançante do século XX, a festa une as maestrias de Cab Calloway e Duke Ellington ao experimentalismo de Matthew Herbert e Señor Coconut, a suavidade dançante dos Oito Batutas e a gafieira moderna da Orquestra Imperial.

O misterioso quarteto Conjunto Seleções e o sexteto Heitor & Banda Gentileza, de Curitiba, aposta da Alavanca para 2009, são desafiados a criar show único, usando força autoral para adaptar suas composições à atmosfera do evento.

Baile Esplendor, afinal, aposta em versatilidade, imprevisibilidade e originalidade, características que são exigência nos dias de hoje. Com concepção de Diego Franco, Pamela Leme e Stephanie Fernandes, é resultado de uma inquietação com os formatos tradicionais de festas e shows realizados atualmente.

Com que roupa eu vou?

Além da música discotecada e das bandas, o próprio público é incentivado a contribuir por meio do exercício da elegância, valor fundamental da noite. Elegância na ação, na dança e nas roupas – longos e ternos a serviço do estilo pessoal mas, sobretudo, a serviço do clima coletivo, único do Baile Esplendor.

Para incentivar, os 50 mais garbosos experimentam de graça um dos três drinques preparados especialmente para a festa, ambos populares na década de 30: Orange Blosson (a base de gin, vermute e suco de laranja), Pegu Club (coquetel com gin, sucos cítricos e Angostura) e Bolo Cocktail (rum, sucos cítricos e Angostura); os drinques serão vendidos durante toda noite pelo preço especial de 5 reais.

A reunião desses elementos – discotecagem inusual, música ao vivo em formato ousado e público movido à elegância – resulta na criação de uma zona autônoma temporária de gala e garbo; afinal, a maior pretensão do Baile Esplendor. E ainda gera um recado: mesmo em tempos de incerteza como o atual, o baile segue. E segue melhor.

Baile Esplendor: Quando Os Ponteiros Se Encontram À Meia-Noite
Shows: Conjunto Seleções e Heitor & Banda Gentileza
Discotecagem: Diego Franco, Pamela Leme e Stephanie Fernandes
Sábado, 16 de maio, a partir das 23h
Livraria da Esquina: Rua do Bosque, 1.254 – Barra Funda – São Paulo, SP
R$ 10 (aceita todos os cartões)
Estacionamento conveniado
(11) 3392-3089

Quando os ponteiros se encontrarem à meia-noite do próximo sábado (dia 16), na Livraria da Esquina, uma nova festa promoverá a renovação do entretenimento baseado em música.

Longe de ser noite temática ou resgate histórico, Baile Esplendor reflete sobre os tempos atuais ao lançar olhar retrospectivo para os solares anos 30, época que também passava por instabilidades econômicas e alterações tecnológicas de grande porte.

Embalada pelo frenesi do swing-jazz, a potência das big-bands e o groove primal que originou grande parte da música dançante do século XX, a festa une as maestrias de Cab Calloway e Duke Ellington ao experimentalismo de Matthew Herbert e Señor Coconut, a suavidade dançante dos Oito Batutas e a gafieira moderna da Orquestra Imperial.

O misterioso quarteto Conjunto Seleções e o sexteto Heitor & Banda Gentileza, de Curitiba, aposta da Alavanca para 2009, são desafiados a criar show único, usando força autoral para adaptar suas composições à atmosfera do evento.

Baile Esplendor, afinal, aposta em versatilidade, imprevisibilidade e originalidade, características que são exigência nos dias de hoje. Com concepção de Diego Franco, Pamela Leme e Stephanie Fernandes, é resultado de uma inquietação com os formatos tradicionais de festas e shows realizados atualmente.

Com que roupa eu vou?

Além da música discotecada e das bandas, o próprio público é incentivado a contribuir por meio do exercício da elegância, valor fundamental da noite. Elegância na ação, na dança e nas roupas – longos e ternos a serviço do estilo pessoal mas, sobretudo, a serviço do clima coletivo, único do Baile Esplendor.

Para incentivar, os 50 mais garbosos experimentam de graça um dos três drinques preparados especialmente para a festa, ambos populares na década de 30: Orange Blosson (a base de gin, vermute e suco de laranja), Pegu Club (coquetel com gin, sucos cítricos e Angostura) e Bolo Cocktail (rum, sucos cítricos e Angostura); os drinques serão vendidos durante toda noite pelo preço especial de 5 reais.

A reunião desses elementos – discotecagem inusual, música ao vivo em formato ousado e público movido à elegância – resulta na criação de uma zona autônoma temporária de gala e garbo; afinal, a maior pretensão do Baile Esplendor. E ainda gera um recado: mesmo em tempos de incerteza como o atual, o baile segue. E segue melhor.

Baile Esplendor: Quando Os Ponteiros Se Encontram À Meia-Noite
Shows: Conjunto Seleções e Heitor & Banda Gentileza
Discotecagem: Diego Franco, Pamela Leme e Stephanie Fernandes
Sábado, 16 de maio, a partir das 23h
Livraria da Esquina: Rua do Bosque, 1.254 – Barra Funda – São Paulo, SP
R$ 10 (aceita todos os cartões)
Estacionamento conveniado
(11) 3392-3089



Quem aí quer um namorado?

Opa! Tá procurando um amor novo? É uma pessoa séria, procurando um namorado, alguém fiel, companheiro, etc?!

Então tá.  Neste fim de semana não perca a passeata do Movimento dos SEM Namorados, que acontece neste fim de semana no Rio de Janeiro e em São Paulo.

De acordo com o IBGE, o Brasil tem mais de 53 milhões de solteiros. As cidades de São Paulo e Rio de Janeiro tem cerca de 33% da população nesta situação. Quem sabe em 53 milhões de pessoas você não encontra sua cara metade? Mais fácil que em uma balada miada!

Para saber mais, ou pelo menos se divertir:
www.movimentodossemnamorados.com.br
http://twitter.com/semnamorados

Se você realmente se interessou, vai lá:
17 de maio, 15 horas.
Parque do Ibirapuera
Marquise (perto do MAM). Portão 3

E como diz Tom, é impossível ser feliz sozinho…